Recorde as incidências da partida
“Fizemos um belíssimo jogo. O futebol é isto. É preciso ser eficaz. Fizemos um jogo com volume, com oportunidades. Quem tem seis ou sete oportunidades e marca apenas um golo na Libertadores tem de se queixar da falta de eficácia”, afirmou.
O golo do empate, marcado nos descontos, contou com uma falha de Carlos Miguel, que saiu mal ao lance. Abel Ferreira, no entanto, defendeu o guarda-redes do Palmeiras.
“Os defesas-centrais têm de acompanhar o movimento do ponta de lança, e o nosso guarda-redes sabe que também poderia ter feito melhor. Mas quando ganhamos, ganhamos todos. E quando perdemos, quando temos uma infelicidade, estamos todos juntos”, disse.
O treinador criticou ainda a expulsão de Andreas Pereira, considerando a decisão rigorosa, e destacou que o Palmeiras conseguiu criar oportunidades mesmo em inferioridade numérica.
“Calma aos jogadores e aos adeptos. Temos mais 90 minutos em casa do nosso adversário para atingirmos o objetivo que queremos”, afirmou.

Abel comenta protestos da torcida
Questionado sobre o manifesto divulgado pelos adeptos antes da partida, Abel Ferreira afirmou que não chegou a ler o documento, mas destacou o respeito pelos adeptos e pediu união dentro do clube.
“Tenho um carinho, respeito e gratidão por todos os nossos adeptos. E todos somos um, é mesmo isto. O símbolo que tenho ao peito é desde 2020. E, desde 2020, ganhando ou perdendo, eu, enquanto treinador, faço uma coisa: servir o Palmeiras da melhor forma.”
O português reconheceu ainda o direito dos adeptos a protestarem e elogiou o apoio recebido durante a partida.
O jogo da segunda mão frente ao Cerro Porteño está marcado para a próxima quarta-feira, em Assunção, no Paraguai. Um novo empate leva a decisão para as grandes penalidades, enquanto uma vitória garante ao Verdão a presença nos quartos de final da Libertadores.
