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Capitã do Torreense antes do Sparta Praga: "Quando o coração quer, a fadiga fica para trás"

Raquel Ferreira, capitã do Torreense
Raquel Ferreira, capitã do TorreenseSCU Torreense

Raquel Ferreira vive com orgulho o momento histórico do Torreense, que se prepara para defrontar o Sparta Praga nos 16 avos de final da Taça Europa feminina. Na antevisão ao encontro, a capitã da formação de Torres Vedras destacou o crescimento de um projeto cuja presença nas competições europeias parecia impensável há poucos anos, elogiou a capacidade de adaptação da equipa e garantiu que nem o desgaste provocado pelo calendário exigente retira entusiasmo ao grupo.

Acompanhe as incidências da partida

História europeia: "É um sentimento de enorme orgulho. Ver este projeto na Europa era algo impensável, mas, fruto do nosso trabalho e dedicação, conseguimos chegar até aqui. Tem sido uma experiência muito boa e estamos a desfrutar ao máximo. É um orgulho poder levar o nome do Torreense e de Portugal aos maiores palcos europeus."

Calendário exigente do futebol feminino: "Adoro jogar de três em três dias. Desde a pré-época, na nossa reunião inicial, o mister deixou bem claro que teríamos um calendário muito preenchido. Isso só faz com que cresçamos e ganhemos maturidade. Acho que essa cultura que existe no nosso clube é muito positiva. É evidente que há sempre fadiga, mas, quando o coração quer, a fadiga fica para trás."

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Estado de espírito do grupo: "Estamos tão entusiasmadas por jogar contra o Sparta Praga como por disputar um jogo da Liga. Desfrutamos de cada jogo e de cada treino. Podemos prometer que o grupo está muito motivado e preparado para este desafio."

Experiência internacional e gestão dos momentos do jogo: "A experiência internacional é algo que só conseguimos compreender verdadeiramente quando estamos dentro desse contexto. É aí que percebemos as diferenças e a exigência deste nível competitivo. Temos de ser muito mais maduras e estar ainda mais focadas. Nos últimos dois jogos, os momentos em que baixámos a concentração foram suficientes para sofrermos golos. Temos de estar muito atentas aos posicionamentos das adversárias e saber gerir melhor os diferentes momentos do jogo."

Características da jogadora portuguesa: "A jogadora portuguesa consegue adaptar-se muito bem a diferentes contextos. Conseguimos ser físicas, mas também ter qualidade na posse de bola. Temos capacidade para nos adaptar a um bloco baixo ou a uma pressão alta. No Torreense, nunca perdemos a nossa identidade, mas conseguimos ajustar-nos muito bem às características de cada adversário. Essa capacidade de adaptação tem sido um dos pontos-chave do nosso percurso, tanto na Europa como no campeonato."

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