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Torreense desafia Sparta Praga e Gonçalo Nunes não esconde ambição: "Queremos ganhar"

Gonçalo Nunes, treinador do Torreense
Gonçalo Nunes, treinador do TorreenseSCU Torreense

O Torreense prepara-se para escrever mais um capítulo histórico na sua caminhada europeia, desta vez diante do Sparta Praga, nos 16 avos de final da Taça Europa feminina. Na antevisão ao encontro, Gonçalo Nunes reconheceu as dificuldades que a equipa portuguesa terá pela frente, mas não escondeu a ambição de conquistar um resultado positivo na República Checa e deixar a eliminatória bem encaminhada para a segunda mão, em Torres Vedras.

Acompanhe as incidências da partida

Expectativas para o jogo: "As nossas expectativas são elevadas. Já estamos numa fase de 16 avos de final e vamos defrontar uma equipa de nível superior às que encontrámos até agora. Dentro da sua realidade, é uma equipa dominante no futebol feminino checo, estatuto que tem partilhado nos últimos anos. Tem muitas jogadoras internacionais e combina um jogo objetivo e vertical, muito orientado para as jogadoras do meio-campo para a frente. Faz também da componente física uma parte importante do seu jogo".

"Esperamos um encontro difícil, diante de uma equipa que nos vai criar problemas. Queremos aproveitar ao máximo esta experiência para continuar a fazer crescer o clube, não só ao nível desportivo, mas também em termos de organização e aprendizagem. Queremos igualmente contribuir para o crescimento das nossas jogadoras. Vamos jogar como temos jogado."

Crescimento do Torreense: "Ainda há muito por crescer e o clube tem consciência disso. Apesar do sucesso alcançado, há um longo caminho a percorrer. O clube tem de continuar a dar passos nesse sentido, consolidando aquilo que tem feito no plano desportivo e criando melhores condições. Com Gonçalo ou sem Gonçalo, é uma discussão que temos de ter. Ainda estamos muito distantes das forças dominantes do nosso país".

"Da minha parte, o grande desafio, desde o primeiro ano até agora, tem sido sempre reorganizar a equipa, procurando melhorar. Conseguimos fazê-lo, também com alguma sorte, que faz parte do processo. Tivemos esse bónus. Além de termos conseguido recrutar as jogadoras de que precisávamos, fomos capazes de concretizar uma transição muito difícil, mesmo em setores nos quais ficámos em inferioridade numérica. O desafio passa por continuar a reorganizar e reinventar a composição do plantel, sem deixar de investir no crescimento das jogadoras mais jovens. Mas ainda há muito por fazer".

"Queremos continuar a ser a equipa que temos sido, capaz de lutar pelo resultado em todos os jogos. Temos consciência daquilo que precisamos de melhorar e do caminho que queremos percorrer. Focamo-nos muito no processo e nos detalhes do treino, porque acredito que, quando o processo está bem estruturado e organizado, os resultados surgem como uma consequência natural desse trabalho."

Os últimos jogos do Torreense
Os últimos jogos do TorreenseFlashscore

Batalha no meio-campo: "Acredito que todas as batalhas serão importantes. Queremos limitar as principais capacidades da equipa adversária, que é muito rápida no contra-ataque. Queremos ser agressivos desde o primeiro momento de construção e controlar os diferentes tempos do jogo. Depois, aquilo que nos valoriza é a forma como conseguimos construir a partir de trás."

Calendário exigente do futebol feminino: "No fundo, tudo depende da forma como nos organizamos e planeamos. Vamos entrar agora num ciclo com uma avalanche de jogos, mas temos de encarar isso de forma positiva. É uma oportunidade para competir, jogar fora do país e manter o plantel muito ativo. Ninguém vai disputar todos os jogos de todas as competições, o que também traz uma motivação extra às jogadoras. Para nós, tem sido sobretudo uma questão de organização. Temos feito alterações regularmente e gerido a equipa em função da carga competitiva."

O que seria um resultado positivo? "Um resultado positivo será sempre ganhar. Se não conseguirmos vencer, pelo menos queremos não perder e deixar a eliminatória em aberto para ser decidida no nosso estádio. Não tenho dúvidas de que teremos a melhor casa de sempre num jogo de futebol feminino no nosso estádio."

Pressão para o adversário: "Não temos procurado retirar pressão desde o início da época. Somos todos muito ambiciosos e a exigência que colocamos sobre nós próprios é elevada. Vir jogar ao estádio principal do Sparta, uma equipa com muitos jogos europeus, e sentir que temos capacidade para ganhar faz parte da pressão que colocamos sobre nós próprios. Se queremos demonstrar a nossa ambição através de ações, então essa pressão tem de existir diariamente."

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