Recorde as incidências da partida
Era o momento de entrar para a história para o Étoile Lavalloise, apenas o segundo clube francês a chegar à Final Four da Liga dos Campeões de futsal. Mas seria preciso uma autêntica proeza para ser o primeiro a chegar à final: derrotar o Palma Futsal, tricampeão em título. Um desafio impossível?
Em menos de um minuto, os jogadores do Laval quase inauguravam o marcador numa jogada confusa. O início do encontro foi aberto, com oportunidades para ambos os lados, mas foi através de um lance individual que o marcador se alterou: Ouassini Guirio escapou pela esquerda e disparou um remate junto ao poste. O Laval estava na frente aos 6 minutos.
Logo a seguir, Nelson Lutin lançou Souheil Mouhoudine, cujo remate foi defendido para... o próprio Lutin, que fez o segundo golo. Os insulares estavam completamente perdidos e acumulavam erros. As oportunidades para o 0-3 da Étoile foram várias, ao ponto de se questionar se o Laval não iria arrepender-se. E, em parte, foi o que aconteceu quando Charuto aproveitou uma bola solta e reduziu aos 10'.
O momento do jogo mudou, e Charuto recuperou uma bola para lançar Manuel Piqueras, que empatou... mas o golo foi anulado pelo VAR. Foi o estímulo de que o Laval precisava, que voltou ao ataque e rapidamente foi recompensado com um excelente livre direto de Bilal Bakkali (13'). Depois, Ouassini Guirio, num contra-ataque rápido, aumentou a vantagem... e assinou o hat-trick após um erro do guarda-redes adversário.
Quando Souheil Mouhoudine, também em contra-ataque, fez o sexto golo, era difícil acreditar no que se estava a passar. É verdade que Fabinho ainda reduziu antes do intervalo, mas ao intervalo o Laval vencia por 6-2, resultado que até parecia curto face ao que se viu.
Tristeza sem fim para o Laval
No entanto, era de esperar uma reação forte dos insulares. Uma falha de comunicação na defesa permitiu a Lucas Machado aproveitar e reduzir para três golos de diferença. E depois de um contra-ataque mal aproveitado, em que Guirio acertou na barra de cabeça, Deivão encontrou espaço e o Laval começou a tremer.
Mas o Étoile uniu-se, conseguiu baixar o ritmo e, acima de tudo, travar os remates adversários. Quando parecia que o pior já tinha passado, Fabinho reduziu para a diferença mínima, a oito minutos do fim, num remate mal avaliado pela defesa. E esses oito minutos foram intermináveis para o Laval. A equipa desmoronou-se e Guirio fez falta sobre Charuto na área, com Fabinho a empatar a quatro minutos do fim.
O Étoile retirou então o guarda-redes para tentar controlar a posse de bola e travar a avalanche ofensiva. A estratégia resultou e permitiu levar o jogo para prolongamento, numa tentativa de tudo ou nada. Mas, no final, ambas as equipas recuaram, fecharam-se e rapidamente se percebeu o que aí vinha: penáltis, tal como na primeira meia-final. E já era tempo, pois a tensão era insuportável.
Um exercício que parece simples, mas numa meia-final, qualquer falha pode ser fatal. O Laval teve a vantagem de marcar primeiro, esteve sempre na frente, mas foi Ouassini Guirio quem falhou... como quinto marcador. Manuel Piqueras não desperdiçou a oportunidade e o Palma venceu. E ao Laval restou apenas a tristeza...
Com este triunfo, o Palma vai agora defrontar o Sporting, que venceu o Cartagena na outra meia-final, nas grandes penalidades, na partida decisiva, marcada para domingo, às 17:00.
