Recorde as incidência da partida
Nuno Dias apostou em Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Pauleta, Alex Merlim e Diogo Santos, por sua vez Cassiano Klein escolheu para o cinco inicial Léo Gugiel, Kutchy, Silvestre Ferreira, Arthur e Carlos Monteiro.
Aos 15 segundos, Diogo Santos deu o primeiro aviso e três segundos depois Pauleta também ficou a centímetros de marcar. Ao terceiro aviso, Felipe Valério esbarrou na mancha de Léo Gugiel. Após o sufoco inicial, Jacaré começou a sacudir a pressão, mas foi travado pelo guarda-redes leonino, no ataque seguinte Higor, em excelente posição, não encontrou a direção do alvo.
À passagem do minuto seis, Alex Merlim cobrou um livre lateral e Diogo Ramos rematou em cheio no poste direito da baliza encarnada. Perigo de um lado, perigo do outro, André Coelho ripostou na sequência obrigando Bernardo a uma excelente intervenção.

Mais agressivo, o Sporting voltou à carga aos sete minutos, mas o guardião dos campeões nacionais voltou a estar em foco, desta feita defendendo um tiro de Tomás Paçó. Aos 11’ Afonso Jesus namorou o golo, mas o nulo teimava em permanecer no marcador. Na ocasião mais flagrante, Silvestre intercetou um passe de Bernardo Paçó, mas Felipe Valério apareceu na hora H e salvou a pele aos leões aos 12’.
Instantes depois, aos 13’, o Sporting apostou num cinco contra quatro, Léo Gugiel defendeu a tentativa do guarda-redes contrária e com a baliza verde e branca à mercê, tentou marcar, mas Felipe Valério voltou a vestir a capa de bombeiro e foi decisivo. Ao minuto 14, Rocha fez o mais difícil e falhou o 1-0 com a baliza escancarada.
O ritmo frenético prosseguiu, num curto espaço de tempo, Higor e Jacaré, em duas ocasiões, cheiraram o golo dos visitantes. Já após Zicky Té ter sido admoestado com o cartão amarelo, que o coloca fora de um eventual quinto jogo, Pany Varela disparou sobre a ala esquerda, mas os reflexos de Bernardo estavam apurados e evitaram males maiores para os anfitriões.

Não havia tempo para respirar e até ao intervalo Lúcio Rocha teve força a mais e pontaria a menos (17’) e Diogo Santos seguiu o mesmo roteiro (18’). Até Kutchy abateu a resistência dos comandados de Nuno Dias. Após um primeiro remate que Bernardo aliviou, surgiu o pontapé de canto, Diego Nunes centrou para a zona do segundo poste onde surgiu, sem marcação, o camisola 14 que só teve de encostar para o fundo das redes adversárias. Tal como nos primeiros três jogos destes playoffs, os da Luz marcaram primeiro. O Benfica não baixou o ímpeto e num novo frente a frente entre Bernardo negou o bis a Kutchy.
No último suspiro da etapa inicial, Zicky Té ficou a pedir a expulsão de André Coelho, mas após consultar o suporte a dupla de arbitragem nada assinalou, e Diogo Santos voltou à carga, mas Gugiel, in extremis, agarrou a bola em cima da linha da baliza.
Segunda parte de cortar a respiração
O intervalo não travou a voracidade dos dois conjuntos. As águias tentaram dilatar a vantagem no primeiro ataque, mas um muro chamado João Matos erguer-se perante o remate de Afonso. Na resposta, aos 21’, os leões empataram: Zicky assistiu e Pauleta acertou em cheio no alvo.
O relógio marcava o minuto 22 quando os ferros defenderam a tentativa de Alex Merlim. O Sporting ganhou novo ânimo e foi em busca da reviravolta, mas nem Tomás, nem Pauleta encontraram a direção do 2-1. O frenesim manteve-se e aos 22’ Diego Nunes quase deixou a armada benfiquista de novo na frente do placard.
As áreas continuaram em ebulição com a sucessão de investidas das duas equipas, mas a dez minutos dos 40 mantinha-se o empate a um golo. Felipe Valério quase marcou aos 30', mas os ferros voltaram a ajudar os forasteiros. Lúcio tirou um coelho da cartola aos 32', mas pecou no momento da finalização.
O Benfica voltou à carga e quase festejava aos 33', mas Jacaré, primeiro, e Arthur, na sequência, não calibraram a mira, algo que Diogo Santos fez no minuto seguinte. Zicky suplantou a marcação de André Coelho, cruzou a preceito e o ala empurrou para a reviravolta.
Os homens de Nuno Dias não se contentaram com a magra vantagem e dilataram-na aos 36' na sequência de uma bola parada batida por Merlim que Tomás Paçó finalizou com eficácia.
No tudo ou nada, o Benfica apostou num 5x4 e conseguiu encurtar distâncias aos 38' graças a um remate forte e colocado de Diego Nunes.
Os campeões pressionaram, mas o Sporting conseguiu manter a vantagem. Feitas as contas, no primeiro jogo, os encarnados da Luz venceram por 2-1, no segundo os verdes e brancos levaram a melhor por 8-2, no terceiro duelo o triunfo foi para as águias (5-5, após grandes penalidades 8-7) e esta quinta-feira os de Alvalade (3-2) adiaram a decisão para a negra. O emblema da Luz já venceu o campeonato em nove ocasiões, ao passo que o eterno rival da 2.ª Circular soma 19 títulos.

