O circuito dissidente precisa de se reinventar depois de perder o financiamento saudita com o qual conseguiu recrutar algumas das principais estrelas da PGA, entre elas o espanhol Jon Rahm e o norte-americano Bryson DeChambeau.
A torneira do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita fechou-se no fim de semana, após a realização do torneio de encerramento de temporada em Indianápolis.
Os seus dirigentes afirmaram que uma versão "2.0" da LIV Golf ressurgirá em 2027, com novos investidores, um calendário mais curto e prémios reduzidos, mas não conseguiram dissipar as dúvidas quanto à continuidade do circuito.
"O compromisso de financiamento anunciado pelo PIF no início deste ano chegará ao fim. Como resultado, estamos a reduzir as operações enquanto fazemos a transição para o próximo capítulo da LIV Golf e trabalhamos para concretizar a LIV 2.0", afirmou uma porta-voz da competição em comunicado.
"Esta semana informámos muitos dos nossos colegas de que o seu vínculo laboral com a LIV 1.0 terminará na primeira semana de setembro", referiu o texto.
Situação agónica para a LIV Golf
Na sua luta pela sobrevivência, a LIV anunciou um acordo com um possível novo investidor principal, cuja identidade não foi revelada, e está a oferecer às maiores figuras uma participação acionista no circuito.
Um número limitado de funcionários será mantido em setembro e outros poderão regressar numa data posterior caso o negócio se concretize, disse à AFP uma fonte familiarizada com o processo.
A viabilidade do circuito, em todo o caso, dependerá em grande medida da sua capacidade para manter as figuras mais populares.
Para já, Rahm, DeChambeau e outros vencedores de torneios do Grand Slam, como o espanhol Sergio García, ainda não se comprometeram publicamente a continuar.
Por seu lado, a PGA afirmou esta semana que, para já, não planeia oferecer aos jogadores da LIV uma via de regresso.
