O anúncio de Poulter surge dias depois de o antigo campeão do British Open, Louis Oosthuizen, ter dito que estava a afastar-se do circuito dissidente, cujo futuro continua incerto.
O antigo número um mundial Jon Rahm também está entre os que abandonaram a LIV, que está a tentar sair do processo de insolvência ao abrigo do Capítulo 11 depois de o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita ter anunciado, em abril, que iria reduzir o financiamento.
A LIV garantiu um investimento da BC Partners Credit e deverá decidir este mês se encerra a atividade ou avança com um modelo 2.0.
"Decidi não avançar com a minha participação na LIV 2.0", afirmou Poulter numa longa publicação no X.
"Escusado será dizer que foi uma decisão difícil, sobre a qual pensei e conversei longamente com a minha família e a minha equipa", acrescentou.
O jogador de 50 anos, vencedor da Ryder Cup por cinco vezes, não conquistou qualquer título individual ou coletivo durante a sua passagem pela LIV, mas soma 17 vitórias profissionais, incluindo três no PGA Tour.
"Em última análise, a oportunidade de passar mais tempo em casa com a minha família, reduzir as viagens internacionais, concentrar-me no golfe sénior e ter a possibilidade de me dedicar a outros interesses foi algo que senti ser o mais adequado para mim nesta fase da minha vida e carreira", afirmou Poulter.
Esteve presente no evento inaugural da LIV, em junho de 2022, e mais tarde tornou-se um dos líderes da Majesticks GC, ao lado de Lee Westwood e Henrik Stenson.
Poulter fez parte do grupo de estrelas consagradas que aceitaram contratos milionários para aderir ao circuito dissidente, afastando-se dos circuitos tradicionais, e foi um defensor declarado dessa mudança.
“A mudança nunca é fácil e é justo dizer que o golfe profissional passou por muitas transformações nos últimos anos", afirmou Poulter.
"Mas sempre acreditei que a mudança pode criar oportunidades e, em última análise, conduzir a resultados positivos", concluiu.
