Na antecâmara do torneio LIV Golf da Virgínia, O'Neil afirmou que tem mantido conversações com potenciais investidores enquanto trabalha num plano de negócios para apresentar aos jogadores e patrocinadores.
"Definitivamente não vou falar sobre os detalhes específicos do plano", disse O'Neil. "Mas é uma estratégia que não vai surpreender muita gente quando a virem", acrescentou.
"Recebi cerca de uma dúzia de chamadas este fim de semana de potenciais investidores", referiu. "Dividiram-se entre capital privado, escritórios familiares e depois os habituais indivíduos com elevado património que investem em desporto e equipas desportivas. Portanto, isso tem sido realmente positivo", comentou.
"É no próximo ano que vamos fazer algumas mudanças bastante significativas e estruturais", afirmou.
Esta foi a primeira intervenção do executivo desde que o fundo soberano da Arábia Saudita (PIF) anunciou, na semana passada, que vai retirar o seu financiamento no final da época, o que fez aumentar as dúvidas sobre um possível colapso da LIV Golf.
Com o apoio saudita, o circuito comprometeu-se com um investimento estimado em cerca de 5.000 milhões de dólares (aproximadamente 4.260 milhões de euros) desde o seu lançamento em 2022, com o qual conseguiu atrair muitas das principais figuras do circuito norte-americano PGA, como Jon Rahm, assim como jogadores latino-americanos como Joaquín Niemann e Abraham Ancer.
Mesmo com as mudanças que se avizinham, Scott acredita que os jogadores da LIV vão manter o seu compromisso com o circuito.
"Acredito que, quando tivermos um plano de negócios e angariarmos fundos, este será o local que os jogadores vão escolher? Sim, acredito", afirmou. "Tenho muita confiança de que este é um sítio onde os jogadores querem estar", sublinhou.
Rahm: "Não vejo muitas saídas"
O'Neil revelou ainda que alguns dos seus jogadores se ofereceram para visitar empresas de capital privado para facilitar acordos que possam sustentar a LIV.
O próprio Jon Rahm, que também falou esta terça-feira à imprensa, reconheceu que serão necessárias concessões por parte dos golfistas para salvar o circuito.
No seu caso, o antigo número um mundial garantiu que não está a pensar em formas de se libertar do seu contrato com a LIV, ao contrário do que fez recentemente o norte-americano Brooks Koepka, que regressou à PGA.
"Não vejo muitas vias de saída e, neste momento, não estou realmente a pensar nisso, já que ainda temos uma temporada para disputar e Majors por jogar", afirmou o espanhol no Trump National Golf Club de Washington DC.
"Ainda tenho vários anos de contrato e estou bastante seguro de que fizeram um excelente trabalho ao redigi-lo", disse o vencedor de dois títulos de Grand Slam.
Apesar de ter manifestado por diversas vezes a sua fidelidade à PGA, o jogador basco juntou-se à LIV Golf em 2024 com um contrato cujos detalhes não foram tornados públicos, mas que se estima poder render-lhe mais de 500 milhões de dólares (cerca de 426 milhões de euros).
O jogador natural de Guernica admitiu que para os jogadores foi um choque o fim do financiamento do PIF, já que lhes tinha sido garantido que o apoio se manteria durante os próximos anos.
