Fontes da LIV disseram à Reuters, na quarta-feira, que o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita vai cortar o financiamento, que desde 2022 ultrapassou mil milhões de dólares por ano, no final da época de 2026 da Liga.
Sem qualquer referência ao PIF, a LIV anunciou esta quinta-feira uma "transição de uma fase inicial de lançamento para um modelo de investimento diversificado e com vários parceiros" e um novo conselho independente liderado pelos experientes consultores de negócios Gene Davis e Jon Zinman.
"A LIV Golf construiu algo verdadeiramente diferenciador – uma liga global com adeptos apaixonados, talento de classe mundial e um dinamismo comercial comprovado", afirmou Gene Davis, que vai presidir ao conselho, em comunicado.
"A equipa de liderança executiva, juntamente comigo e com o Jon, vê uma oportunidade clara para ajudar a liga a formalizar a sua estrutura, atrair e garantir capital de longo prazo e posicionar o negócio para crescer", acrescentou.
A LIV revolucionou o mundo do golfe no final de 2021 quando, com os milhares de milhões do PIF, conseguiu convencer algumas das maiores estrelas da modalidade a abandonar o tradicional PGA Tour.
Vencedores de Majors como Bryson DeChambeau, Jon Rahm, Phil Mickelson, Dustin Johnson, Brooks Koepka e Patrick Reed foram todos contratados para jogar golfe por equipas em todo o mundo, com prémios de milhões de dólares.
A Liga terá agora de convencer as suas grandes estrelas, que têm contratos altamente lucrativos, da viabilidade a longo prazo da LIV sem o apoio saudita.
Alguns jogadores já decidiram regressar ao PGA Tour.
Koepka, vencedor de cinco Majors, voltou este ano ao abrigo de um programa limitado de regresso de membros e o antigo campeão do Masters, e Reed planeia recuperar a sua inscrição para a época de 2027.
A LIV afirmou que a Liga registou um aumento de 100% nas receitas em relação ao ano anterior nesta época e está convencida de que o modelo de golfe por equipas será altamente atrativo para investidores.
"Estamos agora a aproveitar este dinamismo para iniciar conversações construtivas e orientadas para o futuro com potenciais investidores e parceiros globais que partilhem a nossa visão de um desporto inclusivo e modernizado", referiu a Liga.
"Para os nossos adeptos, jogadores e parceiros, o nosso compromisso com golfe de classe mundial mantém-se inalterado durante este processo", acrescentou.
