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Golfe: Herói da casa Tommy Fleetwood espera surfar a onda de domingo rumo à glória no British Open

Fleetwood está de olho no seu primeiro título major
Fleetwood está de olho no seu primeiro título majorBill Streicher-Imagn Images

Tommy Fleetwood espera contar com uma onda de apoio dos adeptos este domingo para vencer o British Open e pôr fim à espera por um vencedor inglês no major mais antigo do mundo, que já dura desde 1992.

O jogador de 35 anos, natural de Southport, a poucos quilómetros do Royal Birkdale, foi quem recebeu as maiores ovações no sábado, durante uma volta de 69 pancadas que o deixou empatado no nono lugar, a seis pancadas do líder Sam Burns.

Vai precisar de um pouco de magia no domingo para levantar o Claret Jug e conquistar o seu primeiro major, mas se conseguir alimentar-se da energia das bancadas cheias, 'Tommy Lad' tem uma oportunidade.

"É como subir a cada green, é a ovação mais incrível que se pode imaginar", afirmou o veterano da Ryder Cup Fleetwood, que foi segundo classificado no Open de 2019, depois de também ter sido vice-campeão no US Open no ano anterior, aos jornalistas.

"De certa forma reconheço-os à minha maneira porque quero continuar no meu mundo, mas acontece que há milhares de pessoas no meu mundo comigo, todas a puxar por mim. Há muita gente que conheço ali fora. Mas tento ser eu próprio e concentrar-me ao máximo no meu jogo, levando todos comigo nesta viagem", acrescentou.

O sempre popular Fleetwood, que tem uma Academia no Formby Hall Golf Club, ali perto, costumava entrar às escondidas no Royal Birkdale em criança e, no sábado, mostrou toda a sua mestria nos links, conquistando os adeptos que treparam as dunas de areia para o apoiar.

Respondeu com um birdie no quinto buraco e depois converteu um longo putt para birdie no sétimo, arrancando enormes aplausos. Quando chegou aos sete abaixo do par, após um segundo shot brilhante no 11.º, estava apenas a uma pancada de partilhar a liderança.

Um shot perdido no 15.º travou o seu ímpeto e voltou a perder uma pancada no 18.º, mas quando o seu difícil putt para bogey caiu no buraco, a ovação foi estrondosa.

O seu parceiro de jogo, Jon Rahm, que assinou uma volta de 70 pancadas (par do campo) e está a seis pancadas do líder, afirmou que o 'apoio incondicional' que Fleetwood recebe é inspirador.

"O melhor é que puxam por ele, mas são respeitadores com todos os outros jogadores", disse o espanhol.

"É isso que torna tudo tão divertido para todos nós. Não importa quão tarde na volta, ou quão mal as coisas estejam, quase todos puxam por todos no grupo. Senti muito apoio mesmo a jogar com o Tommy. Tem sido muito divertido. Amanhã, se ele começar bem, fizer dois ou três birdies nos primeiros quatro ou cinco buracos, pode surfar essa onda, e todos no campo vão saber onde está o Tommy e o que se está a passar", acrescentou.

Fleetwood é o melhor britânico na tabela classificativa e tenta tornar-se o primeiro inglês a vencer o Open desde Nick Faldo.