Óquei de Barcelos 6-2 Trissino
A primeira parte em Coimbra foi jogada a um ritmo frenético, com os campeões a assumirem o favoritismo e a aproveitar a instabilidade inicial da formação italiana. Logo aos três minutos, o Trissino viu-se em inferioridade numérica devido ao cartão azul mostrado a Davide Gavioli e os minhotos não tardaram a capitalizar: aos cinco minutos, Carlos Ramos inaugurou o marcador com um remate enrolado num lance de transição.
O Trissino, orientado pelo Mustang João Pinto manteve-se fiel à sua identidade de jogo aberto, não baixou os braços e conseguiu restabelecer a igualdade aos 11 minutos. Num desenho ofensivo de alto nível, João Almeida apareceu isolado na cara de Conti Torrents após um bloqueio central e não perdoou. A resposta italiana, porém, esbarrou na eficácia letal de Miguel Rocha. Apenas dois minutos depois do empate, o artilheiro barcelense devolveu a vantagem aos minhotos com uma conclusão recheada de classe pelo lado esquerdo, num período em que Vieirinha já tinha feito estremecer a barra de Zampoli.
A experiência europeia do Barcelos revelou-se determinante para manter o controlo das operações, mesmo com o Trissino a ameaçar em lances de bola parada e na meia distância - João Almeida também acertou no ferro da baliza minhota. Aos 18 minutos, Miguel Rocha bisou com um remate violento e frontal, assinando o seu 10.º golo na competição. Até ao intervalo, o ritmo manteve-se alto, com Torrents a brilhar perante as investidas de Jordi Méndez e Guilherme Silva, segurando a vantagem de dois golos para a etapa complementar.
A segunda parte iniciou-se com uma toada distinta, com um forte reatamento por parte dos transalpinos. No entanto, a segurança defensiva dos minhotos serviu de plataforma para uma eficácia fria que gelou as aspirações italianas em apenas dois minutos. Aos 32 minutos, o VAR foi chamado a intervir após um golo de Miguel Rocha inicialmente anulado, mas posteriormente validado após a confirmação de que a bola desviou no stick do internacional português. Sem tempo para respirar, Miguel Rocha voltou a fuzilar a baliza de Zampoli, assinando o póquer no encontro e estabelecendo um confortável 5-0.
Ainda assim, o Trissino respondeu de imediato com Jordi Méndez a aproveitar a recarga a um forte remate de Guilherme Silva. Após este carrossel de golos, o encontro entrou numa fase mais técnica e de gestão rítmica por parte dos minhotos. 10 minutos depois, Giulio Cocco teve uma soberana ocasião para reduzir distâncias, mas falhou o alvo num grande penalidade e os barcelenses mataram a eliminatória com mais um golo do suspeito do costume: Miguel Rocha chegou à mão cheia de golos, depois de mais uma assistência de Iván Morales.
Nas meias-finais de sábado, o Óquei vai continuar a defesa do título diante do campeão nacional FC Porto.
Barcelona 2-0 Sporting (a.p.)
Um ano e meio depois de se enfrentarem na fase de grupos da competição (vitória do Sporting por 3-2), leões e culés reencontraram-se esta quinta-feira em Coimbra no duelo teoricamente mais equilibrado desta final a 8. Um dos pontos de destaque antes do início da partida estava nas balizas, um duelo entre a experiência de Sergi Fernández (41 anos) e a juventude de Xano Edo (24 anos), e também nas ausências do lesionado Alessandro Verona e Facundo Navarro (por opção).
Os primeiros minutos foram muito intensos e com um par de excelentes intervenções por parte do guardião blaugrana a adiar a vantagem da turma de Edo Bosch. O filho do técnico leonino mostrou serviço a meio da etapa, negando uma boa ocasião a Xavi Barroso de inaugurar o marcador. A melhor ocasião, no entanto, pertenceu aos verde e brancos num contra-ataque em que Facu Bridge serviu Danilo Rampulla, mas Sergi Fernández elevou-se como um muro para travar o golo, no último lance digno de registo até ao intervalo.
Na segunda parte, a aposta na meia distância por parte do Sporting saiu furada quando um desses remates permitiu a Ferran Font isolar-se e o ex-leão foi travado em falta já dentro da área. Porém, na conversão do penálti, Xano Edo levou a melhor sobre o antigo companheiro no primeiro remate e na recarga. Na outra área, o guarda-redes do Barça continuava em grande nível. A cinco minutos do fim, o nulo insistia e as duas equipas ficaram mais preocupadas em não perder do que propriamente ganhar, o que acabou por levar ao prolongamento.
A primeira metade do tempo extra ficou marcada por pedidos de grande penalidades dos verde e brancos e, novamente, intervenções de grande nível de Xano Edo e Sergi Fernández. Na segunda parte, Danilo Rampulla ameaçou para os leões com um remate à trave, mas a um minuto do fim, Marc Grau tirou um coelho da cartola e com uma picadinha de trás da baliza conseguiu encontrar uma brecha no muro de Xano Edo e colocou os culés em vantagem. O Sporting ainda apostou no 5x4, só que uma perda de bola permitiu a Marc Grau bisar de baliza aberta desde o meio-campo.
Com reste resultado, os blaugrana enfrentam o Benfica nas meias-finais, agendadas para sábado, que na quarta-feira sofreu para afastar o Reus.
