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Hóquei em patins: Rouzé abriu o champanhe e deixa Portugal tombado nas meias do Mundial (3-6 a.p.)

Hélder Nunes foi uma das figuras no desaire português
Hélder Nunes foi uma das figuras no desaire portuguêsFPP

Num jogo emotivo e com muita polémica à mistura, a França venceu Portugal por 3-6 no prolongamento, nas meias-finais do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, disputado no Paraguai. Marc Rouzé foi a figura da partida ao anotar um poker. O outro finalista só será conhecido durante a madrugada, após o Argentina-Espanha, agendado para as 00:00. Portugal volta a jogar na disputa pela medalha de bronze, no domingo, às 19:30.

Com um cinco inicial composto por Xano Edo, Zé Miranda, Miguel Rocha, Gonçalo Alves e Hélder Nunes, a equipa portuguesa discutiu o acesso à grande final perante uma formação gaulesa que tem crescido a olhos vistos na modalidade, liderada pelo trio de irmãos Di Benedetto, Carlo, Roberto e Bruno. Curiosamente, quatro dos cinco titulares da equipa de Nuno Lopes atuam no campeonato português, sendo Pedro Chambell a única exceção.

Ressalto e penálti espelharam equilíbrio

O guarda-redes do St. Omer foi obrigado a mostrar serviço nos primeiros minutos, travando duas tentativas de Hélder Nunes e a meia distância de Zé Miranda. Ao contrário de Xano Edo, que apareceu pela primeira vez em destaque ao ser atropelado por Marc Rouzé. Porém, após um desconto de tempo, a França melhorou consideravelmente, empurrou a equipa das quinas para trás e obrigou o guarda-redes do Sporting a quatro defesas atentas.

A ameaça tornou-se real quando, a cinco minutos do descanso, Marc Rouzé adiantou os gauleses com alguma sorte à mistura, aparecendo no sítio certo para aproveitar um ressalto fortuito na área. Portugal ripostou, chegou ao empate numa grande penalidade convertida por Gonçalo Alves e o intervalo chegou com um desentendimento entre Miguel Rocha e Roberto di Benedetto.

Gonçalo Alves celebra o empate
Gonçalo Alves celebra o empateFPP

Xano segurou a pressão e as bombas rebentaram na outra baliza

Logo após o reatamento, Zé Miranda fez uma excelente recuperação de bola, Miguel avançou a linha de meio-campo e fuzilou ao ângulo para carimbar a reviravolta. A França foi obrigada a aumentar o ritmo e expor-se a contra-golpes, um deles perto de ser aproveitado por Rafa Bessa, que viu Pedro Chambell a negar-lhe o golo. Ainda assim, foi Xano Edo quem brilhou ainda mais com uma série de intervenções decisivas e de nível elevado para negar o empate uma e outra vez.

A 11 minutos do fim, foi a vez de a sorte sorrir para Portugal num lance semelhante com o golo inaugural: João Rodrigues e Gonçalo Alves insistiram perto da área adversária e o ressalto sobrou para Hélder Nunes que, em zona central, disparou para o fundo das redes (3-1).

Pedro Henriques à conversa com Xano Edo
Pedro Henriques à conversa com Xano EdoFPP

Desperdício abriu a porta do prolongamento

Pouco depois, Gonçalo Alves podia ter aumentado a contagem num livre direto, mas foi negado pela agilidade de Pedro Chambell. Do outro lado, Carlo di Benedetto não perdoou também em livre direto e enganou Xano Edo para relançar a partida, a cerca de oito minutos do fim (3-2).

O duelo entrou numa toada de parada e resposta, primeiro com boa defesa de Xano Edo antes de Zé Miranda acertar na trave num lance espetacular. Os últimos minutos foram marcados pelo excesso de agressividade - e polémica - que resultou em vários cartões azuis, com os gauleses a aproveitarem o 4vs4 para chegar à igualdade, num excelente passe de Roberto di Benedetto finalizado por Marc Rouzé à boca da baliza, a cerca de dois minutos do fim.

Prolongamento da aflição... e da polémica

No tempo extra, Pedro Chambell travou a primeira investida portuguesa e os franceses voltaram a ser bafejados pela sorte para assinar nova reviravolta. Carlo di Benedetto rematou de longe, a bola pareceu desviar nas caneleiras de Marc Rouzé e nas costas de Xano Edo, traindo o guarda-redes no 3-4. Logo a seguir, em mais uma decisão questionável por parte da equipa de arbitragem, Zé Miranda viu o cartão vermelho direto por ter acertado num adversário com o patim ao cair e deixou a equipa em inferioridade numérica por quatro minutos.

Zé Miranda foi expulso em lance polémico
Zé Miranda foi expulso em lance polémicoFPP

Já com o cinco composto, Chambell fez três defesas de grande nível para segurar a vantagem e, no contra-ataque seguinte, Marc Rouzé sentenciou a partida isolado diante de Xano Edo. Reinaldo Ventura apostou tudo nos últimos instantes com o guarda-redes avançado, mas o guardião francês defendeu o possível e o praticamente impossível para segurar o passaporte para a final do Mundial. E, no último segundo, Carlo di Benedetto colocou a cereja no topo do bolo com o 3-6 final.

Esta é a primeira vez desde 1952 que a França chega à final de um Mundial de hóquei em patins.

Já Portugal volta a falhar a conquista do troféu mundial depois de se ter sagrado campeão em 2019.

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