A intenção de privatizar o Mundial é "um dos maiores escândalos da história do desporto. Como é que te lembras de uma ideia destas? O que se passa na tua cabeça para achares que isto seria aceitável?", questionou Hummels no seu podcast "Alleine ist schwer".
"O facto de quereres tirar o maior evento desportivo do mundo às pessoas e fazeres disso algo só teu, acho inacreditável. Não há nada mais agregador no mundo do desporto do que estas quatro semanas de Mundial de futebol a cada quatro anos", afirmou Hummels: "Provavelmente, o poder e o dinheiro acabam por se tornar uma droga – não pode ser de outra forma."
Apesar de o plano de Infantino ter falhado, o antigo internacional por 78 vezes considera que a FIFA está num mau caminho: "Nos últimos anos, a FIFA tem feito tudo para tornar o futebol menos popular."
Segundo Hummels, os decisores da FIFA estariam a "explorar financeiramente o futebol até ao limite" por interesse próprio, o que levaria a que "as pessoas, daqui a alguns anos ou décadas, deixem de ver futebol porque já não o conseguem pagar", lamentou, recordando experiências próprias durante o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá, onde esteve como comentador televisivo.
É um problema "quando, enquanto adepto, já não consegues comprar um bilhete de estádio porque custa tanto como agora no Mundial", disse Hummels: "Fiquei triste ao ver como alguns estádios estavam tão vazios." As pausas de hidratação introduzidas de forma generalizada, "para passar publicidade e ganhar ainda mais dinheiro", também desagradaram ao ex-jogador do Dortmund.
Hummels não acredita que Infantino possa ter um futuro a longo prazo como presidente da FIFA após esta tentativa. "Acho que com isto iniciou o seu próprio fim enquanto presidente da FIFA. Adoro a forte oposição da UEFA; acho excelente a forma agressiva como reagiram", afirmou.
