Infantino e a exclusão do árbitro somali do Mundial-2026: "Não controlamos tudo"

Infantino deu conferência de imprensa
Infantino deu conferência de imprensaReuters

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, considerou esta quarta-feira que o Campeonato do Mundo de futebol, que arranca na quinta-feira com o jogo México-África do Sul, é um "momento de celebração" a nível global.

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"É um momento de alegria, de celebração. Estou muito feliz por ver a bola a rolar em poucas horas", lançou em conferência de imprensa Infantino, no Estádio Azteca, na Cidade do México, um dia antes de o início do Mundial de 2026, coorganizado por México, Canadá e Estados Unidos (EUA).

O responsável pela entidade que rege o futebol mundial abordou vários assuntos durante o encontro com os jornalistas, destacando que está "feliz por ver o Irão no Mundial", isto, no meio das tensões provocadas pelo conflito com os Estados Unidos, manifestando esperança num "atmosfera positiva" durante o torneio, porque esse é o "espírito" do futebol.

A seleção iraniana foi obrigada a instalar a sua base em Tijuana, no norte do México, devido às restrições impostas por Washington, que concedeu vistos apenas a parte da comitiva iraniana, poucos dias antes da estreia.

Gianni Infantino também vincou ser "lamentável" que o árbitro somali Omar Artan, que estava agendado para arbitrar o Mundial-2026, tivesse a sua entrada nos EUA negada pelas autoridades norte-americanas.

"É lamentável o que lhe aconteceu, mas não controlamos tudo", declarou o dirigente, depois de o árbitro da Somália ser impedido de entrar nos EUA no sábado, com o Departamento de Estado norte-americano a indicar que Artan tinha "ligações com indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas".

Paralelamente, Infantino manifestou a sua esperança de que o jornalista francês Christophe Gleizes, detido na Argélia, receba um perdão presidencial.

"Há uma vaga em aberto, a do jornalista francês Christophe Gleizes, que é o único jornalista desportivo preso no mundo", disse na véspera do Mundial-2026.

E acrescentou: "Espero sinceramente que, num grande ato de humanidade, ele receba um indulto presidencial e que possa até juntar-se a nós durante o Mundial".

O Mundial-2026, que decorre de 11 de junho a 19 de julho, contará pela primeira vez com 48 seleções, apurando-se para a fase a eliminar os dois primeiros de cada um dos 12 grupos, bem como os oito melhores terceiros.

Portugal vai defrontar Uzbequistão, República Democrática do Congo e Colômbia, no Grupo K.