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Jogo à porta fechada "abriu precedente grave" no futebol português - Rui Costa

Jogo à porta fechada "abriu precedente grave" no futebol português - Rui Costa
Jogo à porta fechada "abriu precedente grave" no futebol português - Rui CostaSL Benfica

O presidente do Benfica, Rui Costa, lamentou esta quarta-feira o facto de os encarnados terem disputado o jogo inaugural na Liga Portugal à porta fechada, dizendo que se “abriu um precedente muito perigoso no futebol português”.

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Lamento também que, numa situação desta, só o Benfica tenha lutado para que isto não acontecesse, quando não estava em causa só um jogo do Benfica, mas sim aquilo que é a Liga portuguesa, aquilo que é o futebol português”, disse o dirigente, no aeroporto Humberto Delgado.

Rui Costa falou aos jornalistas antes da partida para Edimburgo, onde o Benfica defrontará na quinta-feira o Hearts, na segunda mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa, e abordou pela primeira vez o jogo de domingo, à porta fechada, no qual as águias empataram 2-2 com o Académico de Viseu.

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O Benfica foi castigado, e notificado definitivamente em 09 de julho, pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que determinou a realização à porta fechada de um jogo oficial no seu estádio, devido ao uso de pirotecnia pelos adeptos em cinco jogos na época 2022/23.

Isto é um precedente muito grave do futebol português, nunca se tinha visto tal coisa, espero que não se repita, mas ao mesmo tempo que digo que espero que não se repita, também me leva a dizer que aquilo que fizeram ao Benfica não pode ficar em claro em outros estádios também”, referiu.

O presidente encarnado foi ainda questionado em relação à questão da centralização de direitos televisivos e numa altura em que foi disponiblizada uma petição online ao Parlamento para que os adeptos assinem e ajudem à suspensão do projeto que está em curso.

O Benfica não quer que o futebol português não cresça, mas não quer ser prejudicado com esta centralização. Considero, e volto a dizer aquilo que eu tenho dito ao longo destes anos - já vai largo -, que nós não acreditamos que esta centralização venha a beneficiar o futebol português. Já não é só a questão do Benfica”, justificou.

Em relação ao mercado de transferências envolvendo a equipa de futebol, o dirigente não falou de nomes ou de posições, mas garantiu que prefere demorar mais tempo e não avançar de forma precipitada para os jogadores que ainda podem reforçar a equipa.

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O plantel do Benfica não irá ficar assim a 31 de agosto, irá haver alguma saída, irá haver algumas entradas, e estamos a trabalhar nisso da mesma maneira que estamos a trabalhar com o central, que é escolher bem e não rápido. Portanto, como dizia, há negociações que demoram um pouco mais do que nós gostaríamos que acontecesse, mas faz parte desta altura do mercado. O importante é que, para nós, a 31 de agosto, quando fechar o mercado, tenhamos a consciência de que construímos um plantel para fazer frente a todas as competições”, disse, sobre a janela de transferências que encerra no dia 04 de setembro.

O Benfica, que entrou em falso na Liga Portugal, com um empate no domingo, em estádio vazio, diante do Académico de Viseu (2-2), defronta na quinta-feira, em Edimburgo, o Hearts, na segunda mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, com uma vantagem de 6-1 trazida da Luz.