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Justiça espanhola arquiva o caso do transplante do ex-futebolista Abidal

Eric Abidal, antigo jogador e diretor desportivo do Barcelona
Eric Abidal, antigo jogador e diretor desportivo do BarcelonaAFP

A justiça espanhola arquivou o processo relativo ao transplante de fígado do antigo futebolista e ex-diretor desportivo do Barcelona, Eric Abidal, informaram esta segunda-feira fontes judiciais.

O juiz responsável pelo caso de alegado tráfico de órgãos decidiu arquivar o processo "por falta de provas de um crime", disseram as fontes.

A justiça espanhola encerrou assim um processo que tinha reaberto em janeiro de 2019, a pedido do Tribunal Superior de Barcelona, depois de dar provimento a um recurso do Ministério Público contra um anterior arquivamento.

O Ministério Público tinha pedido a reabertura com o argumento de que havia "novas provas", mas o juiz voltou a encerrar o processo, novamente por falta de provas sobre o transplante de Abidal.

Diagnosticado com cancro no fígado, o antigo jogador do Barça e da seleção francesa foi submetido a um transplante de órgãos em abril de 2012, em Barcelona, alegadamente graças a uma doação de um primo, e pôde voltar a jogar um ano depois.

Cinco anos depois, foi aberta uma investigação pela Organização Nacional de Transplantes de Espanha (ONT) e pelo Ministério Público espanhol, que consideraram "suspeita" a forma como Eric Abidal recebeu o órgão.

O juiz responsável pelo caso encerrou-o em 2018, por falta de provas, e depois de a ONT ter concluído que o transplante tinha sido feito legalmente.

Mas, em julho desse ano, surgiram novas suspeitas quando o jornal El Confidencial publicou uma gravação do antigo presidente do Barcelona, Sandro Rosell, na qual se dava a entender que o clube tinha obtido ilegalmente o fígado para o seu futebolista.

Abidal e o clube catalão negaram o facto, mas o Ministério Público pediu aos tribunais que reabrissem o caso, que tinha sido encerrado alguns meses antes por falta de provas, após uma investigação de um ano sobre o alegado tráfico de órgãos.

O Ministério Público solicitou a realização de novas diligências, como o interrogatório e a realização de exames médicos ao primo doador de Abidal, Gérard Armand, que tinha declarado meses antes que não tinha "recebido um cêntimo" em troca da sua doação.

"Foi um transplante completamente legal, sem qualquer suspeita de irregularidade. E pouco mais", declarou Carles Monguilod, advogado do antigo internacional francês, em 2019, afirmando que iria pedir o arquivamento do processo.

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