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LaLiga: Atlético impõe segunda derrota a Mourinho e vence o dérbi de Madrid (2-1)

Giuliano Simeone e Jonathan David foram decisivos
Giuliano Simeone e Jonathan David foram decisivosREUTERS/Juan Barbosa

O jogo mais especial da sétima jornada da LaLiga, com Atlético de Madrid e Real Madrid como protagonistas, resultou em mais uma vitória (2-1) dos rojiblancos num dérbi intenso que mudou logo no início da segunda parte. Mourinho perdeu pela segunda vez no campeonato, num jogo em que Bernardo Silva saiu do banco para assistir Rudiger e Grimaldo, ex-Benfica, abriu o marcador de penálti, após expulsão de Huijsen.

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O grande dérbi da capital dispensava apresentações, pois representa uma das rivalidades históricas mais marcantes do campeonato. Antes do jogo, houve troca de elogios entre Diego Pablo Simeone e José Mourinho, um ambiente cordial com prazo de validade, já que tudo muda no momento exato em que a bola começa a rolar. Vinicius Júnior, sempre no centro das atenções dos adeptos rojiblancos, regressava a um Metropolitano com um ambiente de gala.

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

O jogo aqueceu muito cedo: falta dura de Álex Baena sobre Arda Güler e, perante os protestos, cartão amarelo para o treinador da casa. Ortiz Arias foi bastante permissivo com o argentino e mostrou-se bem mais cauteloso com o campeão do mundo por Espanha, que voltou a exagerar pouco depois com o turco. No banco visitante, desesperavam e pediam medidas disciplinares contra o avançado da casa.

Muita tensão e pouco futebol

"Ceuta é Espanha, nem se encolhe nem se esconde", podia ler-se num dos setores do Metropolitano. Referência clara à atitude de Vinicius Júnior, Kylian Mbappé e Ibrahima Konaté em Elche. Entretanto, em campo, pouco acontecia, para além de uma tentativa de remate de Jonathan David após passe de Kang-In Lee. A fragilidade da defesa merengue permitiu um remate desenquadrado de Giuliano Simeone, embora o extremo brasileiro tenha respondido por duas vezes, mas sem pontaria.

Por momentos, o Real Madrid partia-se porque o seu tridente de luxo defendia de forma intermitente, tal como a atuação do árbitro. Um túnel falhado de Baena acabou por prejudicar Pubill, que foi obrigado a fazer falta e acabou admoestado, enquanto Romero foi depois sancionado por uma entrada duríssima na zona do joelho de Bellingham, inicialmente penalizado por engano. A revisão no ecrã corrigiu a identidade, mas descartou o vermelho.

A tensão no relvado passou para os bancos: Rüdiger e Hjulmand envolveram-se numa discussão ainda na primeira parte e a caminho do túnel de acesso aos balneários, enquanto um elemento de cada equipa técnica foi para a bancada após um desentendimento ao intervalo. Como se não bastasse, Kang-In arriscou o vermelho ao pisar com força o tornozelo de Valverde. O único remate enquadrado do encontro, um exercício de ousadia de Güler.

Huijsen compromete e o Atleti aproveita

Koke entrou em campo e assumiu o comando do meio-campo. O Atlético melhorou, Courtois foi obrigado a intervir para travar um remate de Baena mesmo antes de Hancko assinar um passe longo sensacional que encontrou Giuliano nas costas de Huijsen, que agravou o erro ao agarrar o extremo dentro da área quando já era o último homem. Penálti e expulsão. Tal como frente à Real Sociedad, Grimaldo assumiu a responsabilidade e não falhou (53').

Mourinho respondeu com uma dupla substituição e um dos sacrificados foi Vini Jr., novamente apagado. Longe de surgir a reação, foram os colchoneros a voltar a marcar: triangulação perfeita, assistência de Simeone e finalização certeira de Jonathan David, que até então não tinha estado bem (59'). O último momento do canadiano provocou o delírio de adeptos que, na sua maioria, assobiaram Álvarez quando entrou em campo.

Felicidade no Metropolitano até outubro

A tarefa era complicada para os do Bernabéu, mas as sensações não podiam ser piores: sem alma, posse estéril e dupla ocasião que não resultou no 3-0 por milagre (Thibaut fez uma das suas e Konaté salvou em cima da linha de imediato). Os visitantes protegiam-se de nova goleada o 15 vezes campeão da Europa, que ainda teve oportunidade para reduzir distâncias após um erro do Romero que Diomandé não conseguiu aproveitar perante Oblak.

De bola parada e contra todas as expectativas, Antonio Rüdiger, após cruzamento de Bernardo Silva animou a reta final com um grande cabeceamento já nos descontos, mas não evitou a derrota. Julián Álvarez ainda podia ter sentenciado, mas não foi necessário para vencer e garantir a ultrapassagem ao eterno rival, que sai novamente muito abalado do Riyadh Air Metropolitano, apesar de cair com mais dignidade do que há um ano. O imbatível Barcelona, esse, já está a seis pontos.

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