No seu discurso na sessão de encerramento do curso, o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Luciano Gonçalves, deixou palavras de união e de confiança.
Além disso, anunciou como novidade a criação de um projeto piloto a desenvolver com outros parceiros, no sentido de contar com uma colaboração de treinadores e jogadores na preparação dos jogos, tal como aconteceu recentemente no Mundial-2026 e se verifica na Liga dos Campeões.
O dirigente abordou ainda questões relacionadas com o profissionalismo, no que diz respeito ao treino mas também ao desenvolvimento do projeto em geral.
Antes deste momento, o Diretor Técnico Nacional, João Ferreira, deixou ao grupo as principais orientações para a nova época.
Dentro dessas orientações, destaca-se, "por esclarecimento da UEFA", que cobrir a boca ou abandonar o terreno de jogo não dão lugar a cartão vermelho. No Mundial-2026, a "Lei Prestianni" foi aplicada, ao contrário do que irá acontecer em Portugal em 2026/27.

As pausas para hidratação serão encurtadas para um minuto, por comparação com os três minutos estipulados no Campeonato do Mundo, e ocorrerão apenas quando for necessário.
Quando um jogador necessita de assistência médica em campo, os árbitros devem impedir as pausas técnicas e, caso os treinadores não cumpram, podem ser admoestados com um cartão amarelo.
A mesma nota salienta ainda a importância dos árbitros fazerem cumprir a regra do capitão e o bom comportamento nos bancos de suplentes. Apela também a decisões rápidas e corretas no VAR, ao aumento do tempo útil de jogo e ao combate ao jogo violento.
A sessão terminou, segundo a nota oficial da FPF, com um "ambiente de união" entre os árbitros presentes e o Conselho de Arbitragem, "num sinal claro de confiança" em relação à nova época.
Principais orientações para a nova época:
- Aumentar o tempo útil de jogo;
- Ter atenção ao critério na relação causa/efeito para tomar a decisão;
- Tentar decidir bem e mais rápido no VAR;
- Combate ao jogo violento e clara oportunidade de jogo;
- Respeito pelo jogo e pela autoridade do árbitro, nomeadamente quanto à regra do capitão e ao comportamento dos bancos;
- Acabar com as chamadas "pausas técnicas", quando há assistência médica a um jogador em campo
- Aplicação de pausa para hidratação (um minuto) quando necessário;
- Por esclarecimento da UEFA, cobrir a boca ou abandonar o terreno de jogo não dão lugar a cartão vermelho, bem como será punida a questão do pontapé de baliza com subsequente infração de agarrar a bola.
