Ceferin, à frente da UEFA desde 2016, é um dos principais opositores do atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, que viu a sua posição enfraquecida após o fracasso do seu controverso projeto de abrir a entidade mundial a investidores privados.
"Não estou interessado" na presidência da FIFA, declarou Ceferin. "Gosto da UEFA e do trabalho que realizo nela (...) A minha credibilidade (como opositor de Infantino) é ainda maior se eu não estiver interessado nesse cargo", explicou.
O dirigente esloveno de 58 anos, cujo mandato na UEFA termina em 2027, acrescentou que quer "aproveitar a vida", mas até agora manteve o suspense sobre a intenção de se candidatar novamente ou não.
Sob sua gestão, a UEFA anunciou que boicotaria todas as competições da FIFA, incluindo os Campeonatos do Mundo, uma ameaça reiterada mesmo após a retirada do projeto de Infantino, que a entidade europeia combateu abertamente desde o início.
"A primeira opção é que ele perceba que não tem os apoios (necessários para a reeleição) (...) A outra opção é que ele participe da eleição, mas, nesse caso, acredito que teremos um candidato contra ele. Não sei ainda quem", explicou Ceferin, que afirma não ter conversado com Infantino, ex-secretário-geral da UEFA, desde o início desta crise.
