Sérgio Ferreira (treinador do Alverca):
“A resposta foi muitíssimo boa dadas as circunstâncias, frente a uma equipa com muita qualidade coletiva e individual. A equipa procurou fazer tudo o que foi ajustado. A primeira parte é marcada pela expulsão e o jogo foi completamente desvirtuado.
Na segunda parte, fomos apertando e, quando isso ficou mais fluido, conseguimos criar algumas situações para marcar. A equipa esteve muitíssimo bem na resposta para a segunda parte.
No fim de conta perdemos. Ninguém se vai lembrar que tivemos um jogador expulso aos seis minutos, mas temos de perceber porque é que passámos a jogar com 10. Mesmo com menos um, a equipa não abdica de manifestar os seus princípios.
É sempre difícil ajustar, mas, na segunda parte, a equipa tinha que ser mais compacta. Os jogadores são humanos e é importante gerirem a energia. Tivemos que procurar as oportunidades, criámos algumas ocasiões perigosas e uma bola no poste, mas não conseguimos marcar”.
Vítor Severino (treinador do Arouca):
“Destacar o espírito da minha equipa, por tudo o que fez durante a semana, pela forma como entendeu a mensagem e conseguiu ganhar um jogo extremamente difícil.
Obviamente é muito ingrato ficar com 10 o tempo todo. O que disse aos jogadores no final foi muita calma e coloquem-se na pele de quem perdeu o jogo e teve um jogador a menos. Tudo pode parecer provocação, mas houve uma mensagem muito clara que nós conseguimos pôr do outro lado.
A expulsão facilitou a nossa tarefa e, com um jogador a menos, há mais espaço. Tentámos marcar mais golos, frente a um adversário perigoso, que continuou a atacar o espaço. A abordagem estratégica ao resultado foi facilitada por termos um jogador a mais. Mérito na forma como pressionámos e provocámos o erro do adversário e também como soubemos encurtar os espaços, mas foi uma vitória merecida.
Muito orgulhoso pela forma como a equipa trabalhou. A única certeza que tenho é que estou muito feliz por ter aceitado este projeto”.
