Recorde as incidências da partida
Vasco Seabra (treinador do Rio Ave):
“Foi uma vitória importante. Creio que fomos corajosos. Vínhamos de um ciclo difícil, não ganhávamos em casa desde março, o que traz sempre alguns 'fantasmas', alguma tensão acumulada e ansiedade.
Creio que a nossa resposta ao golo sofrido foi muito boa, ajudados pelo público, pelos adeptos que confiaram muito em nós. Não é fácil estar sem ganhar em casa desde março, sofrer um golo e ter uma reação espontânea, imediata, a apoiar a equipa.
Na segunda parte, entrámos melhor novamente, mas a expulsão condicionou o jogo, naturalmente. Creio que isso refletiu também uma união gigante da equipa, que se ligou ainda mais, quis saber sofrer e ultrapassar adversidades.
A vitória acaba por assentar bem, precisamente pela dedicação. Foi uma entrega total, uma vitória muito especial para os adeptos e para a nossa presidente, que também fez uma aposta forte pelo facto de estarmos aqui.
Foi importante termos feito três golos, mas temos muito trabalho pela frente, para conseguirmos subir níveis, sermos mais competitivos, mais audazes e mais corajosos.
Fiquei frustrado algumas vezes, porque sou exigente com os jogadores. Quero que tenham paixão por arriscar, sabendo que podem falhar. E, se falharem, vou defendê-los sempre. Sinto que têm capacidade e talento e quero que desfrutem desta vitória e sintam que são capazes”.
Alexandre Santos (treinador do Nacional):
“O que faltou foi ser claramente mais consistente no momento em que sentimos que era possível chegar à vitória. Fizemos uma boa prestação, globalmente bem melhor do que as anteriores, principalmente a última.
Depois de ficarmos em superioridade numérica, expusemo-nos a dois ou três momentos que o Rio Ave aproveitou na perfeição. Logo a seguir à expulsão, sofremos o golo. Tivemos capacidade de reagir à adversidade e senti que estávamos por cima, que era possível chegar à vitória.
Quando fazemos o 2-2, cometer um penálti numa situação em que o jogador nem sequer está em condições de fazer golo deita por 'água abaixo' esse trabalho. Mesmo assim, reagimos e podíamos ter chegado ao 3-3.
Não estamos nada satisfeitos, mas estou confiante de que vamos conseguir levantar a cabeça. Estamos com muitas derrotas e há muitas jornadas sem fazer pontos.
Sinto a equipa muito unida e focada, embora alguns jogadores estejam preocupados e frustrados. Fizemos uma evolução significativa no rendimento, mas temos de aumentar a eficácia defensiva.
Estamos a ser um bocadinho ingénuos, a querer ir atrás da sensação que o jogo dá, em vez de seguirmos o nosso plano e sermos mais rigorosos.
O Rio Ave fez uma excelente prestação e fez tudo para sair daqui com os três pontos, mas acho que não é meritório para nós sair daqui com a derrota”.

