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Pela primeira vez em 14 anos, o PSG não venceu nenhum dos primeiros três jogos da Ligue 1. Pior ainda, o pentacampeão em título protagoniza o pior arranque de campeonato dos últimos 19 anos.
São números que podem surpreender, mas que não refletem totalmente a produção ofensiva da equipa de Luis Enrique. O técnico espanhol terá agora de encontrar soluções já na próxima quarta-feira, na estreia desta temporada na Liga dos Campeões, frente ao Slovan Bratislava.
Para o Mónaco, este início de ciclo de Filipe Luís não podia estar a correr melhor. Com três vitórias em três jogos, o clube do Principado mantém-se na liderança do campeonato com todo o mérito.
Marquinhos abriu o ativo
No regresso dos parisienses ao Parque dos Príncipes neste arranque da temporada 2026/27, foi Désiré Doué quem mais se destacou no primeiro quarto de hora. O camisola 14 foi o primeiro a testar Lukas Hradecky, aos oito minutos, com um remate de pé direito à entrada da área.
Quatro minutos depois, voltou a estar envolvido na melhor ocasião até então, numa excelente jogada coletiva.
Achraf Hakimi, Doué, João Neves e Khvicha Kvaratskhelia tentaram sucessivamente a finalização dentro da área, mas a defesa monegasca resistiu. O público do Parc des Princes fez-se ouvir de imediato e Filipe Luís ficou avisado.
O Mónaco reagiu bem e procurou pressionar alto sempre que possível. Ainda sem conseguir criar verdadeiras ocasiões de perigo, a equipa do Principado demonstrava vontade de discutir o encontro.

Esse ligeiro ascendente durou apenas alguns minutos. Por volta dos 20, o PSG aumentou o nível técnico, começou a ultrapassar com maior facilidade a pressão adversária e tornou-se progressivamente mais perigoso com bola.
A superioridade acabou por dar frutos aos 31 minutos. Depois de uma boa abertura de Fabián Ruiz, Kvaratskhelia cruzou de pé esquerdo e Marquinhos apareceu na área para desviar para o fundo das redes.
Quatro minutos depois, Kvaratskhelia esteve perto de ampliar a vantagem com um remate de longe, desviado pelo caminho, mas Hradecky voltou a impedir os festejos. Nos últimos dez minutos da primeira parte, o PSG apertou o cerco, embora o resultado tenha permanecido inalterado até ao intervalo. O controlo do jogo pertencia claramente aos homens da casa.
Reviravolta iniciada por Nazinho
O segundo tempo começou igualmente com sinal mais dos parisienses. Aos 48 minutos, Maghnes Akliouche esteve muito perto de marcar frente ao antigo clube, mas a barra negou-lhe o golo após um excelente remate de pé esquerdo na sequência de uma transição rápida.
O Monaco continuava com dificuldades e Filipe Luís decidiu mexer na equipa aos 52 minutos, lançando Jordan Teze para o lugar de Vanderson.
O PSG manteve a pressão e conquistou um livre perigoso. Vitinha colocou a bola na área e encontrou Akliouche completamente solto, mas o toque de calcanhar do francês não surpreendeu Hradecky.
Contra a corrente do jogo, foi o Mónaco quem chegou ao empate, aos 58 minutos. Aleksandr Golovin descobriu espaço no segundo poste e, depois de uma primeira tentativa falhada, Teze cruzou com a colaboração de Paris Brunner, fazendo a bola chegar a Flávio Nazinho. O lateral português cabeceou com força e Matvey Safonov não conseguiu evitar o 1-1.

Seis minutos depois, Luis Enrique respondeu com duas alterações. Ferran Torres entrou para o lugar de Doué, enquanto Lucas Hernández substituiu Warren Zaïre-Emery.
Já à entrada dos últimos 20 minutos, o técnico espanhol voltou a mexer. Mika Godts estreou-se no Parc des Princes ao substituir Kvaratskhelia, enquanto Ousmane Dembélé entrou para o lugar de Akliouche, ambos aos 69 minutos.
Só que o pior ainda estava para vir para o campeão francês. Aos 72 minutos, Stanis Idumbo recebeu uma excelente abertura de Golovin e, num ângulo apertado pelo lado esquerdo, bateu Safonov com um remate certeiro de pé esquerdo. A jogada nasceu de uma excelente iniciativa individual de Denis Zakaria, que progrediu vários metros com bola e criou o desequilíbrio.
Com o tempo a esgotar-se, Luis Enrique utilizou a última substituição aos 76 minutos, retirando Fabián Ruiz para lançar o jovem Dro Fernández.
Aos 84 minutos, Ferran Torres ainda fez explodir o Parc des Princes, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo. O PSG intensificou a pressão nos minutos finais, mas encontrou pela frente uma defesa monegasca extremamente concentrada.
Godts tentou desequilibrar no corredor, sem sucesso, enquanto Dembélé ficou muito perto do empate com um remate de pé esquerdo à entrada da área que passou junto ao poste. Já nos descontos, o camisola 10 voltou a tentar a sorte, mas Hradecky respondeu com uma defesa de grande nível e segurou os três pontos para o Mónaco.
