Recorde as incidências do encontro
Tiago Margarido (treinador do Vitória de Guimarães):
"As equipas entraram com muita preocupação sobre o controlo do jogo. Não se queriam expor ao erro. Foi uma primeira parte cautelosa, onde as oportunidades foram ‘nulas’. A haver uma equipa com ascendente, fomos nós. O Moreirense esperou sempre o nosso erro. Não podíamos ser desequilibrados. Na segunda parte, procurámos ser mais ambiciosos. No único remate à baliza, fazem o golo. A equipa ficou um pouco intranquila e não tivemos a qualidade pretendida.
Colocámos o Victor Anderson para dar capacidade ao jogo interior e projeção aos laterais. Chegámos ao empate de forma justa, mas não foi um bom jogo da nossa parte. Não demonstrámos a capacidade de outros jogos, sobretudo após sofrermos o golo. A equipa tornou-se um pouco ansiosa. Estávamos com pouca capacidade de pressionar. O Alan, por não fazer a pré-época, não tem capacidade para mais de 60 minutos. Tornámos de ser mais pressionantes, com o Samu. Quisemos mudar o meio-campo, com o Mitrovic, que tem mais capacidade de construção, a entrar. Quisemos colocar o Beni Mukendi para dar capacidade física ao meio, porque iríamos expor os dois laterais em simultâneo. A insatisfação dos adeptos é completamente normal. Querem ganhar. Nós também queremos. Até hoje, os adeptos estiveram insatisfeitos com os resultados, não com as exibições. Hoje (este domingo), talvez tenham ficado insatisfeitos com a exibição. A bancada estava insatisfeita como nós”.
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):
"Custa muito, principalmente por aquilo que fizemos. O Vitória não vinha de um bom momento a nível de resultados, mas, a nível exibicional, sim. Até aos últimos minutos, o Vitória só cria perigo nos lances de bola parada. Tivemos sempre muita capacidade para sair da pressão do Vitória. O calor limitou a capacidade das duas equipas para pressionar e correr.
Fizemos um grande jogo. Demos passos em frente no momento ofensivo. A nível defensivo, fomos uma equipa sólida e compacta. Com a necessidade de refrescarmos, perdemos um bocadinho de posicionamento e rigor. Quando tivemos de trancar o jogo, não tivemos o maior rigor. A ‘bombear’ bolas, o Vitória acabou por ser feliz, porque também procurou o golo.
Tiago Andrade é um jogador que, a pouco e pouco, está a aproveitar o espaço que tem tido para crescer. Ainda que, hoje, não estejam todos os jogadores em pé de igualdade, é difícil fazer escolhas, porque todos dão garantias. O Moreirense fez um mercado extremamente interessante. O plantel encaixa-se quase a 100% no nosso projeto. Queremos ser uma das boas equipas do nosso campeonato.
Precisamos de descansar um bocadinho. Foi um ciclo exigente do ponto de vista físico e mental, com grande grau de dificuldade. Queremos olhar para a paragem como uma oportunidade de trabalhar e de colocar toda a gente na mesma carruagem”.
