"A Alemanha também pode aprender muito com a Espanha", escreveu o antigo internacional de 65 anos na sua coluna na Sky. "Também temos bons jogadores jovens", salientou Matthäus, que sublinhou, no entanto, que é fundamental que estes "não sejam mimados e sejam bem orientados". Acrescentou ainda sentir "que os jovens jogadores em Espanha estão mais centrados do que os nossos (alemães)".
Segundo Matthäus, qualidade não falta nada à equipa alemã: "Alguns dizem que temos pouca qualidade, mas vários dos internacionais alemães jogam no Real Madrid, Arsenal ou Bayern Munique! Lá mostram que têm valor!", afirmou o recordista de internacionalizações alemão.
Torna-se ainda mais importante, após a eliminação precoce no Mundial nos 16 avos de final frente ao Paraguai, que o sucessor designado do antigo selecionador Julian Nagelsmann, Jürgen Klopp, volte a unir os jogadores e defina posições claras para cada um. "Tem de criar uma equipa em que todos lutem uns pelos outros até à exaustão", exigiu Matthäus.
O treinador deve ser para os seus jogadores "como um segundo pai, não os pode abandonar, mas sim fortalecê-los, mesmo quando jogam mal", explicou Matthäus, que também defendeu uma comunicação direta: "Se tenho algo a dizer aos jogadores, digo-lhes pessoalmente e não através dos meios de comunicação".
