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Fórmula 1: Isack Hadjar quer "arrasar com todos" os concorrentes

Isack Hadjar na Malásia esta quinta-feira
Isack Hadjar na Malásia esta quinta-feiraREUTERS/Annice Lyn

Reconduzido para uma segunda temporada de F1 na Red Bull, ao lado do tetracampeão do mundo Max Verstappen, Isack Hadjar quer agora "arrasar com todos" os seus concorrentes, com o objetivo de conquistar o segundo título mundial de um piloto francês, depois de Alain Prost, nos anos 1980 e 1990.

Numa entrevista à AFP, depois do terceiro lugar no Grande Prémio do Azerbaijão, no sábado, e antes do Grande Prémio do Bahrain, deslocalizado este fim de semana para a Malásia, o parisiense de 21 anos, que falhou três corridas devido a uma fratura num pulso, considerou que a Red Bull estava "ao mesmo nível" da Ferrari e da McLaren, e que a escuderia continuaria a "acelerar" em 2027.

- Como está o seu pulso e teme o Grande Prémio do Bahrein na Malásia, num circuito muito técnico, em que nunca pilotou, e com condições atmosféricas difíceis?

Estou desejoso de guiar e de conhecer a pista. Conheço-a (pela televisão, pelo videojogo e pelo simulador, NDLR) desde muito pequeno, mas nunca a pilotei na realidade. Vai ser muito duro para os pneus. Sabemos que, no domingo, não vai dar para fazer apenas uma paragem nas boxes. O fim de semana também será fisicamente exigente, devido ao calor. Quanto à dor no pulso, já não é um problema. Em Baku, havia muitas questões a colocar, mas consegui fazê-lo e não tenho qualquer dúvida quanto a este fim de semana.

- Em Baku, declarou que este foi o seu primeiro pódio "por mérito". Sente que deu um salto psicológico antes da Malásia?

Andava há algum tempo atrás deste pódio. Queria conquistá-lo por mérito e soube muito bem. Se me dá mais confiança? Não sei, porque o mais difícil é sempre repetir. É bom ser sexto, mas não é isso que quero.

- Foi reconduzido na Red Bull para o próximo ano. Como gere a relação com Max Verstappen, sabendo que tem a possibilidade, quando o carro o permite, de o desafiar na qualificação e na corrida?

Para mim, aconteceu de forma natural, e para a equipa também. Não tivemos de fazer perguntas. Está a correr tudo tão bem, a integração é boa e estou ao ritmo. Trabalhamos bem com o Max. É obviamente simbólico ter conseguido um pódio duplo (Verstappen em 2.º e Hadjar em 3.º em Baku, NDLR)."

- No início do ano, disse: 'Estou aqui para ser campeão do mundo e não apenas uma vez, caso contrário volto para casa'. 2027 ou 2028 podem coroá-lo como o primeiro campeão do mundo francês de F1 desde Alain Prost?

No próximo ano, não teremos um carro que domine o campeonato. Mas queremos ter o carro que lute por um título. A Mercedes vai voltar a subir a fasquia este fim de semana e continuará a ser a referência a bater no próximo ano. Estamos ao mesmo nível das fortes McLaren e Ferrari. Mas temos de continuar a pressionar. O objetivo é 2027, acelerando. O objetivo é 2027 a 100%.

- O que o deixaria realizado em 2026?

Este ano, não estamos a lutar pelo título, não estamos a lutar por nada. Quero terminar a temporada a pensar que, em 2027, vamos arrasar com todos! E 2028 será ainda melhor. Só quero lutar por vitórias, andar à pancada com os tipos, com os grandes. Estou otimista e desejoso de começar.

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