Ambos os pilotos fizeram fortes declarações de apoio a Vasseur antes do Grande Prémio do Bahrein deste fim de semana, disputado este ano em Sepang, na Malásia, com Leclerc a descrever o chefe da equipa como "extremamente valioso" e Hamilton a dar-lhe o seu "total apoio".
A Ferrari procurou pôr fim à especulação ao reiterar a sua "total confiança" em Vasseur, mesmo quando os rumores ganharam força depois de Horner ter afirmado que a equipa italiana era a única que consideraria integrar sem adquirir uma participação no capital.
"Sempre disse o quanto confio no Fred e a importância que ele tem para a equipa. Temos uma relação muito especial", afirmou Leclerc aos jornalistas, enquanto afastava aquilo que descreveu como "rumores ridículos" no paddock.
"Mas, além disso, penso que ele é extremamente competente no que faz e acho que tem sido extremamente valioso até agora. Também será extremamente valioso nos próximos anos. Para gerir pessoas, que é precisamente aquilo em que um diretor de equipa tem de ser bom, ele sabe que palavras usar e em que condições deve colocar cada pessoa para extrair o máximo de um indivíduo", acrescentou.
Hamilton, veterano da Fórmula 1, também manifestou o seu apoio quando questionado sobre a estrutura da equipa.
"O Fred é um líder fantástico. É mesmo o homem certo para levar esta equipa na direção certa", afirmou o campeão mundial por sete vezes.
"Ajudou-nos a chegar ao segundo lugar no campeonato de construtores. É um enorme passo em relação ao ano passado", acrescentou.
A Mercedes lidera a classificação de construtores, na qual a Ferrari terminou em quarto lugar no ano passado.
Esta demonstração de união surge numa altura em que a Ferrari enfrenta dificuldades de desempenho. Ambos os pilotos reconhecem um défice de potência face aos rivais, e Hamilton falou abertamente sobre as dificuldades da equipa.
"O défice que temos é simplesmente no motor e não fugimos a isso", afirmou Hamilton.
"Sabemos que todos os fins de semana temos um défice de quatro décimos, ou por vezes até de seis décimos, apenas em termos de potência em reta. Temos consciência disso e é algo em que precisamos de tentar trabalhar. Eles estão a trabalhar arduamente para tentar resolver o problema no próximo ano", acrescentou.
Leclerc afirmou que o défice da Ferrari ia além da potência do motor.
"É certo que temos um défice de potência face aos nossos concorrentes, mas a questão não se resume a isso", explicou.
"Também ao nível do chassis e da aerodinâmica, os outros estão a aproximar-se e introduziram atualizações significativas recentemente, o que os torna muito fortes nas curvas. Temos de melhorar em todas as frentes", concluiu.
