A equipa de F1 sediada em Inglaterra e propriedade do gigante austríaco e tailandês das bebidas energéticas foi seis vezes campeã do mundo de construtores (2010-2013 e 2022-2023) e permitiu ao neerlandês conquistar quatro títulos de piloto (2021-2024), tantos quanto o alemão Sebastian Vettel (2010-2013).
Depois de falhar em 2025 o quinto título por dois pontos, Verstappen ocupa este ano apenas o sétimo lugar e a Red Bull está em quarto nos classificativos provisórios.
Foi o que levou o diretor da Red Bull Racing, Laurent Mekies, a afirmar na sexta-feira que "este fim de semana será realmente crucial para tentar aproximar-nos (da concorrência) e lutar por melhores posições" em pista.
O engenheiro francês, que chegou há um ano à liderança da equipa, reconheceu que os resultados dos monolugares de Verstappen e do jovem francês Isack Hadjar têm de "melhorar rapidamente", numa conferência de imprensa no circuito que leva o nome da Red Bull, em Spielgel, no coração das montanhas da Estíria.
Verstappen vai "ficar"
E apesar da pressão exercida há meses pelo tetracampeão do mundo para ter um carro pelo menos tão competitivo como os da Mercedes, Ferrari e McLaren, Laurent Mekies garantiu que Verstappen vai "ficar" na Red Bull.
O neerlandês, considerado um dos melhores pilotos da história da F1, "disse-nos claramente que queria continuar com a equipa e foi igualmente claro ao afirmar que precisava de um carro rápido para se sentir feliz", sublinhou o francês.
Numa entrevista à AFP em maio, Laurent Mekies já tinha garantido que o campeão de 28 anos, conhecido pela sua franqueza, estava "no centro do projeto" Red Bull há "dez anos" e "envolvido em todas as decisões estratégicas para o futuro".
A equipa de Milton Keynes, a noroeste de Londres, desenvolveu assim com a Ford um motor híbrido, metade térmico, metade elétrico, como exige o regulamento de 2026 da Federação Internacional do Automóvel (FIA).
No entanto, este novo bloco propulsor tem sido alvo de críticas por parte dos pilotos, a começar por Verstappen, que detesta a condução do seu monolugar, a que chama de "Fórmula elétrica sob esteroides".
"Ele manifestou-se de forma clara e veemente sobre os progressos que precisávamos de alcançar com o novo regulamento", recordou Laurent Mekies, a propósito das ameaças feitas nos últimos meses por Verstappen de abandonar a F1.
"Vamos ver"
Questionado em Spielgel sobre o seu futuro, o próprio respondeu de forma lacónica: "Vamos ver".
Entretanto, a FIA ouviu as críticas e reduziu já este ano e até 2028 a potência elétrica dos motores, mas a Red Bull encontra-se também sob pressão deste organismo que rege o desporto automóvel devido a uma disposição do seu regulamento chamada "ADUO" ("Oportunidades adicionais de desenvolvimento e evolução").
Trata-se de um mecanismo de compensação de desempenho medido em todos os motores, em relação ao melhor bloco propulsor do início da época.
Ora, a FIA acaba de decretar que o motor "de referência" mais eficiente é o da... Red Bull e Ford, algo que ambas as empresas contestam veementemente.
"Estamos muito surpreendidos com estas primeiras conclusões da FIA", protestou Laurent Mekies, pois "isso tem implicações importantes para este ano e para o próximo".
Na prática, equipas como a Ferrari ou a Audi, cujos motores foram avaliados como menos eficientes do que o Red Bull Ford (cerca de 4 %), têm direito este verão a duas melhorias para ganhar alguns cavalos de potência.
A Red Bull, por sua vez, ficará privada de qualquer desenvolvimento do seu bloco.
"Existe um grande risco para a Red Bull" e é "crucial para o desporto automóvel que (a FIA) disponha das informações corretas" sobre todos os motores, alertou Laurent Mekies, que considera, como todo o paddock, que o melhor é o fabricante Mercedes AMG, que equipa os seus carros e os da Alpine, McLaren e Williams.
