Após ter sofrido uma queda séria no GP da Catalunha, durante a qual a sua perna esquerda ficou presa entre a roda traseira e a parte superior da mota do italiano Francesco Bagnaia (Ducati), o piloto francês sofreu uma queimadura profunda na tíbia e aguardava que essa lesão cicatrizasse antes de ponderar uma intervenção.
No entanto, novos exames revelaram que as lesões sofridas por Zarco, que completa 36 anos dentro de alguns dias, eram afinal menos graves do que se temia inicialmente.
"Após a queda na Catalunha, as primeiras ressonâncias magnéticas foram realizadas quando o joelho ainda estava bastante inflamado, o que dificultou a avaliação precisa da extensão real das lesões. À medida que a inflamação foi diminuindo, exames complementares permitiram obter uma imagem mais clara e perspetivas mais favoráveis do que o previsto, não se confirmando, afinal, as lesões inicialmente suspeitas", explicou a LCR em comunicado.
"O ligamento colateral medial está a cicatrizar bem, enquanto o ligamento cruzado posterior, que se pensava inicialmente estar rompido, também apresenta sinais encorajadores de recuperação. O ligamento cruzado anterior, por sua vez, mantém-se rompido", acrescentou a equipa satélite da Honda.
Este novo diagnóstico, aliado ao trabalho realizado por Zarco, que manteve o seu treino durante o período de recuperação, tornou possível uma recuperação sem necessidade de cirurgia.
"De acordo com as recomendações da equipa médica, e tendo os médicos manifestado estar impressionados com os progressos de Johann Zarco, o piloto não será submetido a intervenção cirúrgica e continuará, em alternativa, um programa de reabilitação focado na recuperação e no reforço muscular. Mediante novos exames médicos, o objetivo é que Zarco regresse às pistas em setembro", concluiu o comunicado.
Zarco, veterano da grelha, disputa a sua décima temporada em MotoGP, onde já conquistou dois triunfos. Tem contrato com a equipa LCR até ao final de 2027.
