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Mundiais de canoagem: K4 500 destaca as dificuldades para poder defender o título

Canoístas Gustavo Gonçalves, Joao Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha
Canoístas Gustavo Gonçalves, Joao Ribeiro, Messias Baptista e Pedro CasinhaJAKUB KACZMARCZYK / EPA / Profimedia

O K4 500 metros, que na sexta-feira vai tentar revalidar, na Polónia, o título de campeão do Mundo, destacou esta quinta-feira a dificuldade sentida no apuramento para a final, sublinhando o forte equilíbrio nesta especialidade.

“Pensa-se em tudo, aguentar mais um bocadinho, está a doer, mas temos que forçar mais…”, ilustrou Gustavo Gonçalves, na posição um do barco, quando questionado sobre o facto de quatro embarcações enfrentarem, perfeitamente igualadas, os derradeiros 50 metros na disputa por três vagas.

A tripulação campeã da Europa e do Mundo em 2025, e que nos Europeus deste ano ficou em quarto, terminou em segundo, em 1.24,61 minutos, a 10 centésimos da Lituânia, que passou em primeiro, enquanto a Espanha, bronze em Paris-2024, passou em terceiro, a 28 centésimos dos vencedores.

“Não olho para o lado, porque se o fizer vai afetar o barco, tenho perceção visão de túnel. Na visão periférica, sinto as proas dos outros caiaques, mas estamos habituados a lidar com essa pressão e é aí que temos que saber sofrer e manter a dinâmica do barco”, completou o canoísta, que é acompanhado por João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha.

Para sexta-feira, Gustavo Gonçalves não prometeu novo ouro, mas garantiu que é esse o “sonho e objetivo” que os move em Poznan, “respeitando o trabalho e valor das outras equipas”.

Pedro Casinha ocupa a posição quatro, a última do barco, mas nem por isso tem melhor visão sobre as regatas, pois, garante, só leva com a água levantada pelas pagaias dos companheiros.

“Na verdade eu ainda vejo a menos que o Gustavo. Estou só a levar com água… e o meu objetivo é segurar o barco e dar o máximo de apoio ao resto da equipa”, esclareceu.

O canoísta reforçou a ideia de que a final “vai ser decidida às milésimas” e destacou as dificuldades provocadas pelo “muito vento de frente”.

Esta época, o desempenho foi marcado por três quartos lugares – nos Europeus e em duas Taças do Mundo – e uma prata na Taça do Mundo do Canadá, porém a equipa espera que o seu melhor desempenho esteja guardado para sexta-feira.

“Na verdade, não temos nada a perder. É verdade que foi uma época longa e dura, com muitos, muitos quartos lugares e um segundo, mas estamos confiantes, fortes e achamos que vai correr tudo bem na mesma”, concluiu.


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