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Mundiais de Canoagem: O estatuto internacional exigia medalha, diz o K2 500

João Ribeiro e Messias Baptista são vice-campeões mundiais
João Ribeiro e Messias Baptista são vice-campeões mundiaisFederação Portuguesa de Canoagem

Os canoístas João Ribeiro e Messias Baptista, novamente vice-campeões do Mundo do olímpico K2 500 metros, assumiram este domingo que o seu valor internacional exigia uma medalha na Polónia.

O principal objetivo está conseguido, que era chegar ao pódio. Vimos sempre para o campeonato do mundo com ambição de medalhas, não podemos esconder. O nosso currículo, as nossas provas anteriores assim o exigem, o pensarmos sempre alto. Sabíamos que era possível, tanto no K4 como no K2”, comentou João Ribeiro.

Os portugueses terminaram a prova em 1.27,57 minutos, sendo superados somente pela dupla alemã campeã olímpica formada por Jacob Schopf e Max Lemke, 1,72 segundos mais rápida, num pódio completo com os checos Jakub Spicar e Daniel Havel, a 2,37 dos vencedores.

Era a última prova e o chip no cérebro ligado no modo de dar o que temos e passar um pouco o limite. Saímos daqui com consciência tranquila, voltámos a ser vice-campeões do Mundo e vamos sair daqui muito felizes. Temos duas medalhas em distâncias olímpicas (K2 e K4 500) e o Fernando (Pimenta) ouro noutra (K1 1.000). Demonstra que Portugal tem uma equipa de caiaques masculinos muito, muito forte”, disse, por sua vez, Messias Baptista.

Sexta-feira, juntamente com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, a dupla tinha sido medalha de bronze em K4 500 metros, depois do ouro inédito nesta distância em 2025.

João Ribeiro elogiou o “trabalho excelente de preparação” promovido pelo treinador Rui Fernandes e “toda a equipa de apoio” federativa, que os ajudou a chegar ao campeonato do mundo na melhor forma, depois de uma época mais oscilante em termos de resultados, sobretudo no K4 500, ainda assim com o quarto lugar a ser o seu pior resultado nessa embarcação.

Sentimos sempre que chegamos ao campeonato do mundo na nossa melhor forma, na nossa melhor versão. Espero que seja sempre assim e também nos Jogos Olímpicos, com capacidade para lutar por medalhas”, disse o canoísta mais experiente da tripulação.

Com os mesmos 37 anos de Fernando Pimenta, João Ribeiro diz que “a idade é um número” e destacou a “sorte de partilhar o barco (K4) com mais três jovens” que alimentam a sua crença e o estimulam nos momentos menos bons, revelando que tem “desfrutado como nunca” da canoagem.

“Ambição não nos falta”, retorquiu Messias Batista, que resumiu a época em três palavras, “superação, resiliência e sonho”: “Mostrámos a raça de Portugal, a nossa nação valente e imortal. (Voltámos mais fortes, conseguimos sair daqui com a prata e com o bronze e estamos muito felizes”.

Portugal tem, para já, o ouro em K1 1.000, a prata em K2 500 e o bronze em K4 500.

Antes de Poznan, Portugal liderava o ranking de apuramento olímpico em K1 1.000, era terceiro em K4 500 e quarto em K2 500.


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