“Foi um ano para mim muito difícil. Infelizmente, tive um momento em abril que condicionou muito as minhas emoções, mas graças a Deus conseguimos trazer a equipa para o lugar que merece. É indescritível, é uma emoção muito forte...”, desabafou o técnico, que perdeu um membro do núcleo familiar mais próximo.
Em declarações à Lusa, Rui Fernandes comentava os êxitos do K2 500 metros de João Ribeiro e Messias Baptista que, juntamente com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, foram bronze em K4 500, na sexta-feira.
“O João e o Messias já nos têm demonstrado que quando estão bem são uma equipa muito forte, a lutar pelas medalhas, o que aconteceu, com naturalidade. Fizeram a prova deles e pronto”, comentou, sobre a dupla que foi ouro em 2023 e prata em 2025.
Ainda assim, recordou que a prioridade é sempre o K4 – em Los Angeles-2028, pode ser desdobrado em outras embarcações -, considerando, ainda assim, que ambas as tripulações “têm o mesmo valor”.
Antes dos mundiais da Polónia, o K4 500 estava em terceiro lugar no ranking de apuramento olímpico, enquanto o K2 500 era quarto, sendo que essas posições que garantem a qualificação para Los Angeles-2028 podem vir a ser melhoradas.
A consistência das tripulações de sua responsabilidade na seleção é algo que o deixa “extremamente orgulhoso”.
“Dois mundiais com dois pódios em distâncias olímpicas, não são duas medalhas quaisquer. Estas duas e a do Fernando (Pimenta, em K1 1.000, são de extrema importância, são aquelas medalhas nos fazem dizer, estas sim, valem a pena…. É manter esta consistência até aos Jogos Olímpicos”, concluiu.
Até ao momento, Portugal tem o ouro do K1 1.000, a prata do K2 500 e o bronze do K4 500.
