“Sinceramente, não tenho falta de treinos. Sou aquele atleta que todos os dias tento fazer o máximo. Sou disciplinado, faço tudo. E espero que um dia este trabalho recompense”, disse o judoca à agência Lusa.
A recuperar o fôlego, ainda reviveu a quente o combate frente ao japonês Ryuga Tanaka, sem perceber bem a destruição do foco e estratégia que tinha posto para estes Mundiais, os terceiros da sua carreira e depois de ter sido sétimo em 2025.
“Estava focado. Nem sei quantos minutos é que tinha passado ou quantos é que faltavam, só sei que estava focado. Estava a fazer aquilo que o mestre (selecionador Pedro Soares) me tinha indicado. Até estava a correr bem. Houve ali um momento que ele aproveitou e projetou-me, mas a responsabilidade é minha”, acrescentou.
Oto - nome pelo qual é conhecido, sendo que Otari, como já explicou, é o nome registado por motivos religiosos do judoca que nasceu na Geórgia - irá competir no final do mês no Grand Slam de Abu Dhabi, num ano que diz não estar a ser nada bom.
“2026 tem sido muito, muito frustrante, depois de, em 2025, ter feito sete provas e em cinco ter disputado medalhas. Este ano, já fiz sete provas, tendo perdido ao segundo combate, ao primeiro. Por isso, este ano tem sido muito difícil”, analisou.
O judoca, de 23 anos, não quer baixar os braços, acredita que a seguir à tempestade vem sempre a bonança, dizendo que mantém os objetivos de viver no judo e que um dia isso compensará, quem sabe se com o título de campeão mundial.
Os Mundiais de judo, que tiveram início no domingo, terão ainda cinco judocas portugueses em ação, com Joana Crisóstomo a competir na quarta-feira na Arena Nacional de Ginástica de Baku, seguida de Taís Pina (-70 kg), na quinta-feira, Patrícia Sampaio (-78 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg), ambos na sexta-feira, e Rochele Nunes (+78 kg), no sábado.
