Mundial-2026: Federações africanas criticam a UEFA por declarações de Ceferin

Marrocos reage às palavras de Ceferin
Marrocos reage às palavras de CeferinREUTERS/Jeenah

Várias federações de países que participam no Mundial-2026, entre eles Marrocos e Senegal, denunciaram este domingo recentes declarações do presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, segundo as quais o alargamento do Mundial a 48 equipas daria origem a jogos "sem interesse".

"Rejeitamos, de forma respeitosa mas firme, estas declarações. Para os nossos países, nenhum jogo do Mundial é desprovido de importância", afirmaram em comunicado conjunto enviado à AFP as federações de Cabo Verde, Curaçau, Uzbequistão, República Democrática do Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul.

"Para Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão, a qualificação para o Mundial representa uma conquista histórica e a concretização de um sonho partilhado por gerações; e para nações como o Congo e o Haiti, o regresso ao maior palco do futebol após uma longa ausência tem um significado especial para milhões de adeptos que aguardaram anos, até décadas, por este momento", acrescentaram.

"Sugerir que estes jogos são de alguma forma menos importantes é profundamente dececionante e revela uma falta de reconhecimento pelo esforço, sacrifício e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes e adeptos de todo o mundo", consideraram as federações.

"O futebol não pertence a um grupo restrito de nações", sublinharam os signatários, ao afirmar que "cada país apurado merece respeito e conquistou o seu lugar pelos seus próprios méritos".

Os signatários reagiram assim a declarações do presidente da UEFA que, numa entrevista à televisão eslovena, terá considerado que numerosos jogos do Mundial 2026 seriam "sem interesse", numa edição coorganizada pelos Estados Unidos, Canadá e México e que reúne 48 seleções em 104 jogos até 19 de julho.

Futebol