Recorde aqui as incidências do encontro
O selecionador da Bósnia, Sergej Barbarez, pôde contar com o benfiquista Amar Dedic durante os 90 minutos, mas a grande notícia foi o regresso do capitão Edin Dzeko, após o avançado de 40 anos ter falhado o empate 1-1 da passada sexta-feira frente aos coanfitriões do Canadá. Já o jovem de 18 anos Kerim Alajbegovic - que nem era nascido quando Džeko se estreou pela seleção principal - foi titular na ala esquerda.

Foram os suíços, com mais qualidade, a tomar a iniciativa no domínio e no ataque. Com Xhaka a comandar e Ndoye a agitar, começaram a surgir as primeiras oportunidades enquanto o adversário resistia à pressão. Os helvéticos criaram várias oportunidades para mexer no marcador, mas a sua má pontaria impediu-os de cumprir o objetivo. E tentaram de todas as formas, especialmente a explorar o flanco esquerdo. Até contaram com alguma ajuda, como uma perda de bola de Alajbegovic perto da sua área, mas nem assim conseguiram marcar.
A tendência foi mudando à medida que o intervalo se aproximava, com uma Bósnia em que, finalmente, Dzeko conseguiu aparecer, pelo menos uma vez. No entanto, o seu único remate foi travado pela defesa. Pouco mais houve a destacar dos balcânicos no ataque.

Após a passagem pelo balneário, a Nati voltou ao ataque. Ndoye, mais uma vez ele, monopolizou o perigo. E quase marcou o golo do Mundial, com uma bicicleta fantástica que obrigou Vasilj ao melhor de si. Teria sido anulado por fora de jogo, mas seria um pecado não referir essa jogada. A Suíça animou-se ainda mais. E novamente Vasilj teve de salvar a seleção bósnia com uma agilidade extraordinária em cima da linha de golo após um cabeceamento de Embolo.
O técnico Sergej Barbarez mexeu então na equipa, retirando o desaparecido Dzeko. Coincidência ou não, a tendência mudou. Dedic, mesmo antes da pausa para hidratação (ou publicidade), esteve perto de marcar, mas Kobel respondeu de forma brilhante. Os suíços foram salvos pelo gongo no momento em que a Bósnia estava a crescer. Depois desse cooling break, Murat Yakin também mexeu no banco com uma tripla substituição. Saiu-lhe na perfeição. Uma das novidades, Manzambi, disparou um míssil de primeira na área que beijou com violência as redes bósnias. O tão procurado 1-0 foi conseguido pelo 9 ao primeiro toque na bola. Brutal.
E quase de imediato, as coisas ficaram ainda melhores para a Suíça com a expulsão de Muharemovic, que travou Embolo fora da área quando este já se isolava. Vermelho direto justo para o central a 10 minutos dos 90. Um castigo que ainda seria maior com o golo pouco depois do sevilhista Rubén Vargas, que selou o valioso triunfo. Não seria o último. Manzambi, ainda com vontade de brilhar, tinha mais pólvora para fazer o 3-0.
O marcador, contudo, não ficou por aí, pois Mahmic, ao seu primeiro toque na bola, acertou um grande remate para marcar o golo de honra da sua equipa.
A pequena alegria, no entanto, durou pouco. Na última ação do encontro, Xhaka converteu uma grande penalidade com a qual, desta vez sim, se fechou o jogo em 4-1.
A vitória da Suíça deixa a equipa com quatro pontos em dois jogos, com o apuramento para os 16 avos de final quase garantido antes do duelo com o Canadá na próxima quarta-feira. Entretanto, a Bósnia defronta o Catar naquele que é agora um jogo de vitória obrigatória, tendo visto terminar aqui a sua série de nove jogos sem perder e a sequência de seis empates consecutivos.
Melhor em campo Flashscore: Johan Manzambi (Suíça).

