Oficial: Benfica trava entrada de investidor norte-americano na SAD

Benfica emitiu comunicado oficial esta terça-feira
Benfica emitiu comunicado oficial esta terça-feiraSL Benfica

O Benfica confirmou esta terça-feira, em comunicado, a decisão de travar a entrada do investidor norte-americano Tim Leiweke no capital social da SAD.

Tal como o Flashscore noticiou, o Benfica comunicou ao investidor norte-americano Tim Leiweke que não pode permitir que este adquira uma participação na SAD do clube encarnado devido aos seus investimentos noutras equipas europeias, nomeadamente o Veneza, de Itália, segundo fontes próximas do processo.

O fundo de Tim Leiweke chegou a acordo, em abril, para adquirir uma participação de 16,4% a José António dos Santos, o segundo maior acionista da Benfica SAD, no âmbito de uma estratégia mais ampla para adquirir participações minoritárias em clubes de futebol europeus, através do seu fundo Entrepreneur Equity Partners.

O conselho de administração comunicou a sua decisão aos representantes de Leiweke e de José dos Santos, afirmou uma fonte ao Bloomberg.

Em comunicado, o Benfica explica que, "para proteção da Benfica SAD e também do EEP", foi "consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD."

Desta forma, os administradores do Benfica invocaram o Artigo 13.º dos estatutos da SAD do Benfica, que confere poder de veto sobre qualquer aquisição superior a 2 por cento do capital.

Em 2021, recorde-se, o Benfica travou igualmente a entrada de John Textor, que pretendia adquirir 25 por cento da SAD. Já no caso de Tim Leiweke, a intenção passava por adquirir os 16,4 por cento de José António dos Santos. 

Comunicado do Benfica na íntegra:

"O Sport Lisboa e Benfica informa o mercado que o fundo americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) renunciou à aquisição de uma participação qualificada no capital social da Benfica SAD.

Durante o período de tempo previsto no pré-acordo com o Grupo Valouro e José António dos Santos, foram mantidas com o EEP reuniões produtivas e encetada uma troca de informação que conduziu a um entendimento comum entre ambas as partes de que, face ao seu plano de crescimento e investimento em participações minoritárias noutros clubes europeus, o perímetro futuro do EEP poderia colidir com princípios de não concorrência, previstos nos Estatutos da Benfica SAD.

Nesse sentido, para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD."