Pierluigi Collina justificou os elevados tempos de compensação registados no Mundial-2022

Pierluigi Collina diz que deve distinguir-se o tempo perdido por causa do jogo e o tempo perdido deliberadamente pelos jogadores
Pierluigi Collina diz que deve distinguir-se o tempo perdido por causa do jogo e o tempo perdido deliberadamente pelos jogadoresAFP

Antigo árbitro internacional e atual presidente do Comité de Arbitragem da FIFA explicou que a intenção passa por "calcular de forma mais exata o tempo a compensar no final de cada parte", numa decisão que tem por base o aumento do tempo útil de jogo e o "respeito pelos espectadores e telespetadores".

"Quando falamos do tempo perdido num jogo, devemos fazer a diferença entre o tempo perdido por causa do jogo e o tempo perdido deliberadamente pelos jogadores. A parte mais importante, a maior, é o tempo perdido por causa do jogo. Num encontro, há, em média, nove minutos perdidos em lançamentos e isso é parte do jogo", sublinhou Collina.

Durante o Mundial-2022, no Catar, têm sido habituais os largos minutos de compensação nas primeiras e segundas partes de cada jogo, abordagem que vem sendo aplicada desde o Mundial-2018, na Rússia.

"O que já fizemos na Rússia foi calcular de forma mais exata o tempo a compensar no final de cada parte. Aí, dissemos a todos para não se surpreenderem se vissem o quarto árbitro levantar a placa com um tempo de compensação grande", recordou.

O antigo árbitro italiano deu ainda um exemplo prático que ajuda a justificar as indicações dadas aos juízes de cada encontro.

"Se pensarmos num jogo com três golos marcados numa parte, em que cada celebração dura entre um minuto e um minuto e meio, estamos a falar de cinco ou seis minutos perdidos. O que queremos fazer é calcular de forma precisa o tempo a compensar no final de cada parte".