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Presidente da federação italiana deixa garantia: "O novo selecionador será anunciado em breve"

Giovanni Malagò é o presidente da federação italiana
Giovanni Malagò é o presidente da federação italianaEMANUELE ROBERTO DE CARLI / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O presidente da FIGC volta a abordar a nomeação do novo treinador de Itália. Sobre o movimento em geral: "É necessário apostar nos jovens, é preciso semear para depois colher. Para construir, é preciso modificar toda a cadeia"

"Durante esta ligação devo ter recebido 600 ou 700 mensagens, desde esta manhã que estou a receber imensas mensagens, por educação respondi sempre. Vou falar com todos o mais rapidamente possível, como deve ser". Assim afirmou Giovanni Malagò, presidente da FIGC, em ligação durante o painel do Sole 24 Ore sobre o índice de desportividade das cidades italianas, voltando ao tema da nomeação do novo selecionador de Itália, sublinhando a vontade de responder a todos os que pedem informações.

Depois acrescentou, ao sair da sede da Federação Italiana de Futebol para se dirigir à sede da Liga Nacional de Amadores, onde fará uma passagem pelo diretivo: "O selecionador? Estou a trabalhar, chegará em breve e saberão tudo". Em resposta ao ministro Abodi, que tinha dito que "é preciso remediar a má figura" relativamente ao sucedido com Pirlo, Malagò respondeu: "É preciso ver quem fez má figura". Sobre Maldini não comentou.

"É preciso trabalhar nos jovens"

Durante o painel do Sole 24 Ore sobre o índice de desportividade das cidades italianas, o presidente da FIGC pronunciou-se também sobre o movimento futebolístico italiano em geral:"A nossa recuperação de credibilidade em termos competitivos não está garantida. Podes ter uma equipa muito forte, mas nestes Mundiais houve quem tenha sido eliminado logo na primeira ronda. É preciso trabalhar nos jovens, em quem tem hoje 15, 16 ou 17 anos. E para construir isso é necessário modificar toda a cadeia, também do ponto de vista didático, do ensino e da cultura. É uma questão de semear, como num campo onde depois vais colher".

"As ideias são muito claras, é preciso ter em conta também o facto de que antes o País era centrado no futebol, agora há muitas modalidades que potencialmente afastaram muitas pessoas", continuou Malagò: "Temos de nos reorganizar perante várias complexidades e é difícil fazer uma transformação. O mundo do desporto, e do futebol em particular, tem uma presença que vai além da vertente competitiva e tem também uma função social que está à vista de todos".

Falando sobre o primeiro lugar de Milão no índice de desportividade, Malagò sublinha como a capital lombarda beneficiou do "impulso dos Jogos Olímpicos, que para Milão foi impressionante. Ficou conhecida por muitas coisas, também como cidade olímpica, e assim será para sempre. Para uma grande cidade vencer o índice de desportividade é muito mais complicado", concluiu.