O conselho executivo do organismo olímpico votou por unanimidade a colocação da Federação Italiana de Futebol (FIGC) sob administração extraordinária e propôs Malago para supervisionar as operações correntes, ficando a decisão sujeita à ratificação final do seu Conselho Nacional.
A medida oferece uma saída política após semanas de tensão administrativa, na sequência da eleição de Malago para a presidência da federação, em junho, com mais de 68% dos votos.
Investigações jurídicas encomendadas pelas autoridades olímpicas tinham posto em causa a validade da votação devido a um incumprimento técnico: Malago não era membro da FIGC no momento da sua eleição.
Ao abrigo do acordo, Malago deixará a presidência para permitir a implementação de uma administração extraordinária.
Assumirá depois uma função destinada a conduzir a federação até novas eleições presidenciais no prazo de três meses. Durante esse período, a sua situação administrativa formal poderá ser regularizada.
Malago poderá candidatar-se às eleições, que terão de realizar-se até 31 de janeiro do próximo ano.
A disputa pela liderança surge num momento crítico para o futebol italiano, que enfrenta importantes desafios estruturais, incluindo as melhorias necessárias nos estádios para organizar o Euro-2032 e as consequências desportivas de ter falhado a qualificação para três Mundiais consecutivos.
