Alguns jogadores e ex-internacionais ingleses, galeses e escoceses avançaram judicialmente contra a World Rugby, a Federação Internacional, mas também contra as Federações Inglesa (RFU) e Galesa (WRU).
O grupo de ex-jogadores, incluindo os ingleses Phil Vickery e Mark Regan, campeões do mundo em 2003, e também Gavin Henson, antiga estrela do País de Gales, acusa as instituições que regulam o desporto de não terem implementado medidas adequadas para proteger a sua saúde e segurança.
No entanto, o caso pode ruir. O juiz responsável, Jeremy Cook, considerou na quinta-feira que o advogado que representa os queixosos, Richard Boardman, não entregou atempadamente os documentos relativos aos exames neurológicos dos seus clientes.
Um erro que pode levar o Supremo Tribunal de Londres a rejeitar cerca de 95% das primeiras 561 queixas.
"A única queixa neste caso diz respeito à forma como Boardman geriu os elementos do processo", declarou o juiz Cook. "Não podemos, de forma alguma, considerar os queixosos responsáveis pelas falhas verificadas".
Boardman comunicou ao tribunal a sua intenção de se retirar, depois de os queixosos terem decidido por unanimidade pôr fim à colaboração com o seu escritório.
O ex-jogador galês Alix Popham, que sofre de encefalopatia traumática crónica e faz parte dos queixosos, explicou que era necessário mudar de representação jurídica devido à "amplitude e complexidade" do caso. "Esperamos que isso dê o impulso necessário para que o processo avance da forma mais eficaz possível", acrescentou.
O juiz Cook manifestou compreensão para com os queixosos cujos casos podem ser rejeitados. "Temos três autocarros cheios de passageiros que seguem para o mesmo destino", disse. "No primeiro autocarro, o condutor atira-se para o vazio e, por isso, não chegam ao destino. Os outros dois chegam ao destino. O que acontece aos passageiros do primeiro autocarro?".
