O médio de abertura, com 80 internacionalizações, assumiu funções de treinador no clube japonês Kintestu Liners para a época 2025/26, levando muitos a pensar que já tinha pendurado as botas.
No entanto, Cooper, que foi uma ausência surpreendente da convocatória da Austrália para o Mundial-2023, então orientada por Eddie Jones, disse ao jornal The Australian que ainda não terminou.
"A verdade é que nunca me retirei, simplesmente surgiram outras oportunidades e, na altura em que estava a decidir se queria continuar a jogar, estava muito cansado mentalmente", afirmou.
"Portanto, estou interessado? Quer dizer, quem não estaria, é um Mundial em casa e ainda sei que consigo jogar. Por isso, claro que estou interessado, tal como todos os outros ex-jogadores e todos os jovens que estão a aparecer. Tenho a certeza de que toda a gente quer fazer parte disto de alguma forma", acrescentou.
A Austrália precisa urgentemente de experiência na posição 10, com Joe Schmidt, que se retirou do cargo de treinador após o último teste frente à Itália, a utilizar nove jogadores diferentes nesse papel fundamental só no último ano.
O sucessor de Schmidt, Les Kiss, conta com três médios de abertura na sua convocatória para os dois testes consecutivos frente ao Japão este mês - Carter Gordon, Ben Donaldson e Declan Meredith.
"Nos dois primeiros testes, tenho três números 10 que vão liderar o caminho para nós", disse Les Kiss aos jornalistas.
"O que vou fazer depois disso é outra questão, mas para já estou apenas focado no que tenho de fazer com esta equipa, e é importante que a minha equipa saiba disso", acrescentou.
Cooper não é o único jogador experiente a pensar num regresso para o Mundial.
Os polivalentes três-quartos Bernard Foley (76 internacionalizações) e James O'Connor (68 internacionalizações) estarão ambos, segundo relatos, a tentar assinar por clubes australianos de Super Rugby, na próxima época, para aumentarem as suas hipóteses de serem chamados.
