Recorde aqui as incidências do encontro
Ramos marcou cinco penalidades e uma conversão num Stade de France com lotação esgotada, com os anfitriões, principais candidatos ao título, a iniciarem o torneio em grande estilo.
O extremo Mark Telea marcou dois ensaios para os All Blacks, três vezes campeões, que lideravam por 13-9 a mais de meia hora do fim do jogo, mas acabaram por perder pela primeira vez na história um jogo na fase grupos, numa noite de calor e humidade em Paris.
Depois de uma cerimónia de abertura colorida, a Haka dos All Blacks foi muito respeitada pelo público esgotado do Stade de France, bem como pelos Bleus.
A Nova Zelândia foi obrigada a uma mudança tardia por indisponibilidade do capitão Same Cane, Tupou Vaa'i entrou do banco e Dalton Papali'i passou do flanco cego para o lado aberto, enquanto o número 8 Ardie Savea assumiu a braçadeira.

Mas os All Blacks precisaram de apenas 93 segundos para afastar a ideia de uma crise, depois da derrota recorde diante da África do Sul no mês passado, quando Telea recebeu um pontapé de Beauden Barrett no canto para marcar e silenciar a claque francesa.
Ramos reduziu a diferença para 3-5 com uma penalidade, depois de Papali'i ter sido derrubado num lance dividido, aos cinco minutos.
Depois de um primeiro quarto de hora frenético, Ramos colocou a sua equipa na liderança com uma segunda penalidade, antes de Mo'unga responder com uma penalidade sua para fazer 6-8.
Aos 25 minutos, os jogadores beneficiaram da primeira de duas pausas para água, com as temperaturas a atingirem os 29 graus.

O pilar francês Uini Atonio, nascido na Nova Zelândia, teve a vantagem no scrum e ganhou uma penalidade que Ramos cobrou para fazer o 9-8 ao intervalo. Os jogadores pareceram satisfeitos com o descanso, porque o campo mais parecia uma sauna.
Telea marcou o seu segundo ensaio no canto oposto, a partir de um pontapé original de Savea, aos três minutos do segundo tempo.
Mo'unga perdeu outra conversão, enquanto os adeptos da casa expressavam descontentamento depois de uma assistência de Mo'unga para Telea, que recebeu um passe para a frente, com a Nova Zelândia na frente do marcador por 9-13.

Amarelo de Jordan
A batalha dos meios scrum entre Antoine Dupont e Aaron Smith era muito esperada, e foi o All Black quem levou a melhor, derrubando Dupont com placagens bem cronometrados duas vezes logo após os 50 minutos.
Com pouco menos de meia hora de jogo, os Bleus chegaram a poucos centímetros da linha de ensaio, mas a placagem perfeita no último instante de Mo'unga impediu Penaud de colocar a bola no chão.
Dois minutos mais tarde, Penaud conseguiu o seu ensaio, com o fly-half Matthieu Jalibert a encontrá-lo no mesmo canto, e Ramos executou a conversão para colocar os franceses na liderança por 16-13.

As coisas pioraram para a Nova Zelândia duas fases após o reinício, quando o ala Will Jordan foi expulso por derrubar Ramos no ar, o que levou a mudança repentina do ímpeto a favor dos anfitriões.
Ramos marcou uma quarta penalidade para fazer 19-13, antes de Jordan voltar do banco dos réus para criar um final muito tenso.
Pouco depois de ter regressado, esteve novamente envolvido num incidente semelhante, mas o árbitro Jaco Peyper optou por atribuir apenas penalidade pela infração, que Ramos cobrou com gosto para fazer o 22-13 a sete minutos do fim.
A cereja no topo do bolo francês foi o ensaio de Arthur Vincent, a dois minutos do fim, que levou o público da casa à loucura.
