O Benfica lembra que este é o segundo registo consecutivo com lucro, numa realidade que resulta do crescimento de diversas linhas de receitas recorrentes e do controlo dos gastos operacionais.
O relatório e contas dos encarnados aponta um resultado operacional de 39,4 milhões de euros e rendimentos operacionais, sem direitos de atletas, de 274,8 milhões. As verbas do "Match Day" atingiram os 68,5 milhões, mais 9% do que no período homólogo, e as receitas de TV fixam-se nos 55,8 milhões.
Os gastos operacionais, sem direitos de atletas, chegaram aos 282,5 milhões, enquanto o resultado com direitos de atletas fixou-se nos 47,2 milhões, 2,2% acima do período homologo. Esta variação decorreu, essencialmente, da redução dos gastos com transações de direitos de atleta e redução dos serviços de intermediação.
O ativo subiu para 623, 9 milhões, mais 52,8 milhões que no relatório anterior, e é explicado pelo aumento do valor do plantel. O passivo ascendeu aos 564,3 milhões, mais 5,4 % que no período anterior.
Na mensagem anexa ao Relatório e Contas Consolidado do universo Benfica, Rui Costa, presidente do cluybe da Luz, acredita que as alterações introduzidas vão permitir alcançar os objetivos propostos no âmbito desportivo.
"No plano desportivo a época ficou aquém, como já foi expresso, das expectativas que todos legitimamente alimentamos. Acreditamos que as mudanças empreendidas, vão permitir, nesta nova temporada, alcançar os patamares almejados", refere o responsável na mensagem anexa ao relatório que será votado pelos associados.
O presidente do Benfica garante ainda que o clube irá manter a luta pela transparência e credibilidade do setor.
"Igualmente, personalizaremos como temos feito até aqui, com firmeza e sentido institucional, uma permanente exigência por um futebol mais transparente, mais credível e assente no princípio fundamental da verdade desportiva", sublinhou Rui Costa.

