Hadj Moussa tem sido o protagonista de uma novela de transferências a envolver o Al Ittihad desde o último dia de mercado nos Países Baixos, na passada quarta-feira. O Al Ittihad terá apresentado uma proposta de 30 milhões de euros pelo extremo argelino, que o diretor técnico do Feyenoord, Devy Rigaux, afirmou que não iriam aceitar.
A novela ganhou novo capítulo no sábado, quando Hadj Moussa ficou fora da convocatória para o jogo do Feyenoord frente ao NEC Nijmegen. Depois de chegar atrasado tanto à reunião da equipa como ao autocarro, Hadj Moussa permaneceu no hotel da equipa por, segundo o treinador Giovanni van Bronckhorst, "não ter a cabeça no sítio certo".
Depois de o Feyenoord também ter rejeitado uma proposta que poderia chegar aos 37,5 milhões de euros, o clube de Roterdão terá recebido e aceitado verbalmente a mais recente oferta do Al Ittihad, num valor total a rondar os 40 milhões de euros, no domingo.
O Feyenoord pediu ao Al Ittihad uma garantia bancária antes de concordar em libertar Hadj Moussa, mas o clube saudita recusou, alegando que era desnecessário e inviável obter uma antes do fecho do mercado de transferências de domingo à noite, segundo Ben Jacobs.
Perante estes obstáculos de última hora, os diretores do Feyenoord, Devy Rigaux e Robert Eenhoorn, bloquearam a possível saída de Hadj Moussa, mantendo o internacional argelino descontente no plantel pelo menos até janeiro.
A eventual transferência de Hadj Moussa teria também custos organizacionais para o Feyenoord, com o grupo Vrienden van Feyenoord, composto por adeptos e investidores abastados que salvaram o clube de Roterdão da falência em 2010 ao injetar milhões e que apoiaram a contratação de Robert Eenhoorn neste verão, a ameaçar abandonar a direção caso Hadj Moussa fosse vendido após o fecho do mercado.

O valor da transferência teria facilmente batido o recorde do clube, fixado nos 32 milhões de euros, estabelecido com o negócio de Mats Wieffer para o Brighton em 2024.
A transferência teria deixado o Feyenoord sem a sua principal estrela, que foi inscrita para a Liga dos Campeões na quinta-feira. O melhor marcador da Eredivisie, Ayase Ueda, transferiu-se para o Lille na segunda-feira por 15 milhões de euros, deixando Hadj Moussa como o último grande nome do ataque do adversário do FC Porto na Liga dos Campeões.
Hadj Moussa, de 24 anos, chegou ao Feyenoord proveniente do Patro Eisden em 2024 e tornou-se desde então a maior estrela da equipa. Depois de registar 11 participações em golos na Eredivisie na sua primeira época, o extremo-direito marcou 11 golos e fez 6 assistências em 30 jogos da Liga.
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