União de Leiria 1-0 Portimonense
Dois triunfos consecutivos responderam a dois desaires no arranque do campeonato para a formação leiriense, que defrontou uns algarvios em sentido inverso: duas vitórias a abrir, seguidas por um empate e uma derrota. A primeira parte teve um pouco de tudo no Estádio Dr. Magalhães Pessoa: uma grande penalidade desperdiçada, intervenções decisivas dos guardiões e um golo a cair do pano antes do descanso.

A partida arrancou a um ritmo morno, com ocasiões nas duas balizas e ganhou vida a partir do meio da primeira etapa. Aos 28 minutos surgiu o momento de maior drama: na sequência de uma falta de Hugo Masaki sobre Tiago Mamede na área leiriense, o árbitro apontou para a marca dos 11 metros. Chamado à conversão, Nakajima podia ter assinalado o regresso a Portugal com um golo na estreia, mas permitiu uma grande estirada a Jakob Odehnal, que segurou o nulo.
A máxima do "quem não marca, sofre" acabou por ditar o desfecho do primeiro tempo. Aos 44 minutos, Miguel Maga investiu pela ala direita e tirou um cruzamento com conta, peso e medida para o segundo poste, onde Nabil Ondó apareceu pleno de oportunidade a desviar de cabeça para o fundo das redes de Dudu.
O Portimonense voltou para a segunda parte com três alterações. Wermerson entrou com vontade e ameaçou com poucos minutos em campo, antes da partida entrar num ritmo morno, sem grandes ocasiões de perigo. Os algarvios continuaram por cima, embora com dificuldades para ameaçar seriamente a baliza de Jakob Odenhal. O assédio aumentou nos últimos minutos, mas a organização leiriense aguentou os três pontos.
Com este resultado, a União de Leiria sobe para o quinto lugar, com nove pontos, a três do líder, enquanto o Portimonense é 9.º, com sete pontos.

Leixões 3-1 Amarante
As duas equipas entraram no Estádio do Mar com depois de somarem vitórias na ronda anterior. A entrada forte dos homens de Matosinhos deu frutos logo aos 8 minutos: após insistência na ala esquerda por Serif Nhaga, a bola sobrou para a entrada da área onde Cláudio Araújo encheu o pé para inaugurar o marcador com o seu primeiro golo da época.

A reação dos visitantes surgiu perto dos 20 minutos, num lance de enorme confusão na área leixonense finalizado por João Filipe. Contudo, após longa consulta do VAR, o golo do empate foi invalidado por um fora de jogo milimétrico de Feliciano (11 centímetros). O Amarante ainda ensaiou uma subida de rendimento na posse de bola, mas pecou na definição no último terço. Quando se esperava o apito para o intervalo, Salvador Agra e Rafael Barbosa desenharam a jogada no corredor direito, com este último a cruzar para a área, onde Luccas Paraizo se antecipou à defensiva amarantina para desviar subtilmente de pé direito e fixar o 2-0 antes do descanso.
A segunda parte começou no mesmo tom: com golo do Leixões. Ataque rápido conduzido por Matheus Costa e Cláudio Araújo, com este último a lançar Bryan Rochez na área que não desperdiçou a oportunidade de anotar o seu quarto golo esta época. Insatisfeito, Jorge Pinto mexeu e a equipa correspondeu. Numa jogada de insistência, Idache fez tudo bem e ofereceu o golo a Simão Silva.
Pouco depois, o Amarante dispôs de uma grande oportunidade para relançar definitivamente a partida com uma grande penalidade, mas de forma algo inexplicável Gonçalo Cunha atirou muito, muito por cima da trave. A emoção acalmou muito até ao apito final e, apesar de um par de meias oportunidades para cada lado, o resultado não se voltou a alterar.
Com 9 pontos somados, o Leixões está entre o grupo perseguidor ao líder Sporting B (12 pontos), enquanto os amarantinos estão no 15.º lugar, um acima da zona de despromoção, com quatro pontos.

Vizela 1-0 Felgueiras
Uma vitória ao som de assobios. O Vizela somou a segunda vitória consecutiva no campeonato e foi a primeira equipa a bater o Felgueiras, mas os adeptos foram criticando a equipa, depois de um jogo pouco inspirado da equipa da casa, que jogou praticamente toda a partida em superioridade numérica.

A expulsão de Armando Lopes, num lance que esteve cerca de cinco minutos a ser avaliado pelo VAR, por falta sobre Miguel Tavares mudou o jogo, até porque minutos mais tarde surgiu o golo de Miguel Pires (21'), num remate de fora da área com reação tardia de Pasinato.
Depois do golo, o Vizela aproveitou a superioridade numérica e continuou a pressionar a equipa do Felgueiras, mas as indicações de Moreno ajudaram a equipa visitante a baixar o ritmo da partida e a manter o jogo vivo na segunda parte.
Apesar da expulsão precoce, a segunda parte teve mais Felgueiras do que Vizela, o que motivou os tais assobios desde as bancadas. Não pelas oportunidades de golo, que foram poucas e sem perigo para a baliza de Antonio Gomís, mas sobretudo pela margem curta no marcador.
De volta à equipa após o fecho do mercado, Morschel saiu do banco para reanimar um Vizela adormecido e acertou nos dois postes com apenas um cabeceamento na primeira aparição em campo. Depois dessa ocasião, a equipa de Ronald Molina voltou ao controlo do jogo e confirmou três pontos mais importantes do que convincentes.

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