"Infantino ajudou o nosso continente. Ajudou as nossas federações a desenvolverem-se muito mais rapidamente, e temos de o reconhecer", afirmou o antigo avançado do Barcelona numa entrevista ao canal CNN.
"Devíamos apoiá-lo por tudo o que conseguiu até agora. O presidente Gianni Infantino mudou o futebol", insistiu Samuel Eto'o.
"Deu oportunidades a nações que nunca tinham tido essas oportunidades de participar no mais belo dos torneios, o Mundial", lembrou.
O projeto de abertura a investidores privados defendido por Infantino dividiu o mundo do futebol, sem que o seu abandono tenha acalmado as tensões, num contexto de críticas à governação do dirigente ítalo-suíço, que pretende ser reeleito em março de 2027.
Enquanto as confederações europeia (UEFA), asiática (AFC) e norte-americana (Concacaf) pediram a saída de Infantino, a confederação africana (CAF) alinhou-se "por unanimidade" ao seu lado, num comunicado divulgado no início de agosto.
Samuel Eto'o considerou que "tudo isto aconteceu porque há eleições a aproximar-se", para as quais Infantino é, para já, o único candidato declarado.
"Não penso que o presidente Gianni Infantino tenha feito algo de errado", acrescentou o ex-avançado internacional sobre o seu projeto muito criticado e, no fim, abandonado, chegando mesmo a apelar para que seja "novamente colocado em cima da mesa" caso Infantino seja reeleito.
O antigo avançado considerou que, com os recursos redistribuídos de forma mais justa segundo o plano proposto por Infantino, os Camarões teriam condições para atrair os melhores talentos.
"Queremos ver (Lionel) Messi, (Kylian) Mbappé, mas eu gostaria de ver Mbappé a jogar pelos Camarões", afirmou, sendo sobre a estrela francesa, natural dos Camarões.
