Kallstrom foi apresentado aos meios de comunicação social esta quarta-feira como a resposta da Federação Sueca de Futebol (SvFF) a uma queda alarmante nas seleções daquele país, que viu a equipa masculina falhar o Euro-2024 na Alemanha, enquanto a equipa feminina vai falhar o torneio olímpico do próximo ano pela primeira vez na sua história.
"O futebol tem muito a ver com energia e com o desejo ardente de tentar evoluir, mudar e fazer as coisas melhor, e de fazer sempre parte de uma mudança positiva", disse Kallstrom à Reuters após a sua apresentação na sede da SvFF.
Depois de uma carreira que o viu representar os clubes franceses Rennes e Olympique Lyonnais, o Arsenal, de Inglaterra, e o Spartak Moscovo, da Rússia, entre outros, o jogador de 41 anos retirou-se do futebol em 2017, antes de embarcar num caminho muito diferente.
"Fui um pai que ficou em casa enquanto a minha mulher estudava medicina, por isso cuidei muito bem das crianças", disse com um sorriso irónico, admitindo que o futebol nunca esteve muito longe dos seus pensamentos.
"Também tive uma formação interessante, o Masters for International Players (MIP), que é um programa que prepara mais ou menos ex-jogadores de futebol para funções como esta", acrescentou.
"Nós (ex-jogadores) podemos levar o nosso conhecimento e experiência, mas obviamente precisamos de mais algumas ferramentas na caixa de ferramentas e acho que agora tenho isso. Por isso, estou muito satisfeito por poder pôr à prova todas as minhas capacidades e todas as minhas ideias nesta nova função", explicou Kallstrom.
Conhecido como um médio box-to-box com energia ilimitada e um pé esquerdo preciso e potente, Kallstrom espera começar com o pé direito no dia 01 de janeiro. A nomeação de um novo selecionador para a equipa masculina, após a saída de Janne Andersson, é a sua primeira grande tarefa.
Prioridade número um
"Essa é a prioridade número um, mas, depois disso, há muitas coisas que precisam de ser feitas, mas acho que temos de levar o nosso tempo", disse Kallstrom.
"Precisamos de analisar um pouco onde estamos, porque é que estamos aqui, para onde queremos ir, como podemos lá chegar e quem são as pessoas que vão implementar tudo isso. Por isso, temos uma tarefa bastante grande pela frente, mas a diversão é essa", atirou.
Kallstrom terá a ajuda de uma agenda de contactos repleta de números de telefone de grandes jogadores e treinadores, como Arsene Wenger, que o levou por empréstimo para o Arsenal em 2014.
"Acho que a última vez que falámos foi no âmbito do programa MIP. Ele gosta muito que os ex-jogadores se formem e que tentem fazer parte da indústria do futebol e eu estou a tentar desenvolver isso", disse Kallstrom.
"Na nossa mente, seremos sempre jogadores, por isso sempre pensámos nos melhores interesses dos jogadores", acrescentou.
Kallstrom disse que não excluiria a possibilidade de contactar o seu antigo mentor para tentar colocar o futebol sueco de volta no caminho certo.
"Não é impossível - bons concelhos de grandes pessoas que já passaram por isto? (Aceito) a 100%, compreendo perfeitamente que não tenho todas as respostas. Partilhar as responsabilidades é importante, mas também receber conselhos de pessoas que já o fizeram, por isso espero contactar algumas pessoas para me tentarem ajudar e orientar", finalizou.
