Recorde as incidências do encontro
Com este resultado, o Estudiantes terá a missão de confirmar a apuramento fora de casa. O Corinthians, a viver a sua pior fase sob o comando de Fernando Diniz após quatro derrotas seguidas no Brasileirão, mostrou poder de reação para regressar com um valioso resultado a São Paulo.

As duas equipas voltam a defrontar-se na próxima quarta-feira, na Neo Química Arena. Quem vencer, avança, sendo que um novo empate força as grandes penalidades. O apurado deste confronto defronta quem passar do duelo entre Flamengo e Independiente Del Valle, que começam a jogar esta quinta-feira.
O jogo aconteceu no mesmo dia em que o Corinthians teve três jogadores convocados (o guarda-redes Hugo Souza, o lateral Matheuzinho e o médio Breno Bidon) por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira para os duelos contra a Austrália e a Índia.
A partida marcou o fim de um tabu alvinegro: o último golo marcado pelo Corinthians fora de casa, em eliminatórias da Libertadores, tinha acontecido em 2012, por Romarinho, diante do Boca Juniors, na final do torneio. Foi justamente nesse ano de 2012 que o Timão esteve pela última vez na meia-final da maior competição do continente.

Menos posse, mais remates
A menor posse dos argentinos na 1.ª parte não impediu que os anfitriões criassem mais, mostrando uma postura reativa diante de um adversário que teve dificuldades para gerir a pressão. Na etapa inicial, o Estudiantes teve 39% de posse e 5-2 em remates (3-0 à baliza).
Nos últimos 45 minutos, o Estudiantes sofreu o golo do empate logo no início, sendo forçado a assumir o jogo e a ter mais posse. Na segunda parte, os argentinos tiveram 62% do tempo com a bola nos pés, voltando a rematar mais (9-5).

O Corinthians melhorou a pontaria, com todos os três remates enquadrados a surgirem no segundo tempo. No saldo final, a posse foi equilibrada (51% - 49%), com os argentinos sem tirarem partido do maior número de remates (14-7 e 6-3 à baliza).
Bola parada castiga
A situação do Corinthians começou a complicar-se logo aos 3 minutos de jogo. A cobrança de um pontapé de canto teve três jogadores da equipa paulista a caírem por terra antes de Alexis Castro aproveitar a recarga de Hugo Souza, que ainda fez uma boa defesa após um cabeceamento dentro da área.
O Corinthians só rematou pela primeira vez aos 21 minutos, por intermédio de Depay, alinhado como ponta de lança.
Quando tinha a posse de bola, o Estudiantes trocava passes rápidos, aproveitando a desorganização do Timão. O conjunto paulista, além das limitações no setor ofensivo, deixava espaços no seu reduto defensivo. Numa das únicas jogadas bem construídas, aos 49 minutos, surgiu o empate por Kaio César, a aproveitar uma boa desmarcação de Rodrigo Garro.
Com mais posse, o Estudiantes começou a encurralar o Corinthians, que lutou até ao fim, apesar das lacunas defensivas. Hugo Souza, com uma boa intervenção nos descontos, aliada à falta de eficácia dos argentinos, permitiu que o empate se confirmasse, garantindo um resultado bastante mais vantajoso para os brasileiros.
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