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Taranto-2026: Cidade despediu-se em formato concerto seus Jogos do Mediterrâneo

Taranto acolheu os Jogos do Mediterrâneo 2026
Taranto acolheu os Jogos do Mediterrâneo 2026Comité Olímpico de Portugal

O Mediterrâneo esteve em festa na Cerimónia de Encerramento de Taranto2026, com a cidade italiana a despedir-se dos seus Jogos em modo concerto variado e a passar o testemunho a Pristina-2030.

Sob o lema “Mediterrâneo em Festa”, o produtor Luca Pancaldi procurou transformar o Estádio Iacovone numa grande festa, onde atletas, público e artistas se uniriam através da música, mas o espetáculo teve demasiados momentos mortos.

Numa homenagem ao património local, a festa arrancou com a tarantella, uma das mais conhecidas danças populares italianas que, como o nome indica, tem origem nesta cidade e foi iluminada por um rendilhado de luzes, uma tradição artesanal da região de Puglia que remonta ao século XVII.

Taranto encontrou a sua própria voz na Cerimónia de Encerramento, com artistas locais a ocuparem o palco, numa sucessão de momentos musicais que ‘abriu’ o desfile das bandeiras dos 26 países que competiram nestes Jogos demasiado quentes, nem sempre bem organizados, mas que deixaram memórias inesquecíveis, nomeadamente aos atletas portugueses.

A representar a melhor Missão mediterrânica estiveram a karateca Ana Rita Oliveira, campeã na categoria de +68 kg de kumite, e o atleta Omar Elkhatib, ouro nos 400 metros, com mais duas dezenas de atletas e 23 oficiais sentados nas bancadas a celebrar Portugal.

Seguiu-se o hino italiano, escutado 74 vezes nestes Jogos, ou não tivesse a nação organizadora liderado o medalheiro com 224 metais, sendo destacada primeira com mais do dobro de medalhas da Turquia, que foi segunda.

Taranto-2026 passou também o testemunho a Pristina, que vai acolher os Jogos do Mediterrâneo entre 24 de julho e 04 de agosto de 2030, num momento protocolar em que foi hasteada a bandeira do Kosovo e que antecedeu os discursos da ‘praxe’.

Numa cerimónia consideravelmente mais minimalista do que a que inaugurou os Jogos em 21 de agosto - não foi mais do que um concerto variado, em que a relação com a ‘cidade dos dois mares’ ou a região foi o único fio condutor -, apenas a entrada em cena do Rockin'1000 animou as bancadas.

A autodenominada “maior banda de rock do planeta” corroborou algo que ficou evidente nas quase duas semanas de competição: em Taranto, a música ouve-se num volume ensurdecedor.

Aparentemente confortável com o ruído, o público entregou-se ao espetáculo, despedindo-se em festa dos seus Jogos do Mediterrâneo.


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