“Acho que temos uma pressão acrescida quando somos o melhor tempo no papel. Mas, como eu dizia ao meu treinador, éramos todas muito parecidas, os tempos eram todos muito parecidos”, começou por revelar, em declarações à Lusa.
Medalhada de bronze nos 1.500 metros nos Europeus de Birmingham (Inglaterra), a atleta de 26 anos cumpriu a distância em 4.08,41 minutos, batendo a marroquina Souad Elhaddad, segunda em 4.08,51, numa renhida reta final.
“Eu pensei que estava um bocadinho mais à vontade, mas depois tive a oportunidade de olhar para o ecrã e percebi que não. Ainda deu para lutar ali um bocadinho mais no fim. Tem de ser mesmo tudo até ao fim e hoje não foi exceção”, assumiu.
Patrícia Silva reconheceu que sabia que não ia ser uma prova fácil, por ser fim de época e já estar cansada.
“Fico muito feliz por ter conseguido ganhar. Foi a cereja no topo do bolo para fim de época. Foi, literalmente, uma época de sonho, daí eu estar tão feliz e satisfeita. Terminar com um ouro é mesmo muito bom. Há quatro anos, fiquei em quarto lugar, agora poder ficar em primeiro é muito bom”, afirmou.
Após impor-se numa prova em que a turca Silan Ayyildiz foi terceira, em 4.09,79 minutos, a atleta portuguesa mostrou-se orgulhosa do seu feito, mas também das medalhas dos seus colegas - são nove apenas no atletismo, 32.º no total da Missão nacional na cidade dos dois mares.
“Todos, como portugueses, conseguirmos levar o nome de Portugal mais alto é muito importante. Estamos todos aqui a apoiar-nos uns aos outros, inclusive os outros desportos, e isso mostra o que é Portugal. Somos todos muito unidos. Ao levarmos tantas medalhas, espero que os portugueses fiquem orgulhosos como nós também estamos”, concluiu.
