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Taranto-2026: Prova "limpinha" é objetivo das ginastas admiradoras de Filipa Martins

Joana Reis, Mariana Parente, Mafalda Costa e Maria Menezes
Joana Reis, Mariana Parente, Mafalda Costa e Maria MenezesFilippo Tomasi | FGP

As portuguesas Joana Reis, Mafalda Costa e Mariana Parente querem fazer uma prova “limpa” na qualificação da ginástica artística em Taranto-2026, num percurso em que esperam alcançar “metade” do que Filipa Martins conseguiu.

Quando soube que era uma prova internacional, pensei que era o meu objetivo conseguir o apuramento e, quando consegui, fiquei muito feliz”, começou por contar Joana Reis.

As três ginastas portuguesas, que entram este domingo em competição no Palasport Campitelli, na pitoresca localidade de Grottaglie, coincidem todas no seu desejo para a estreia em Jogos do Mediterrâneo.

“Espero fazer uma prova limpa, sem falhas, e conseguir fazer o meu melhor. Mostrar quem sou”, declarou Reis, antes de Mariana Parente também admitir que as suas expectativas passam por “fazer uma prova limpa, ou pelo, menos tentar”.

A agência Lusa falou com as jovens portuguesas enquanto estas assistiam a um jogo de padel e, sentadas lado a lado, mostraram o seu entrosamento até nos objetivos manifestados.

É uma prova antes das férias, já é tarde, estamos um bocadinho cansadas, por isso eu espero fazer uma prova assim limpinha, tentar não ter grandes falhas, e dar o nosso melhor”, enumerou Mafalda Costa.

A viver a primeira experiência numa competição multidesportiva, as ginastas lusas não podiam estar mais encantadas com a experiência.

Está a ser muito bom até agora. É uma prova diferente, temos várias modalidades. Temos uma comitiva grande. Estou a adorar (o barco), nunca tinha estado e acho que é muito bom”, assumiu Parente, de 19 anos.

Se para Reis está a ser “a ser muito giro ver os atletas de diferentes países”, para Costa o convívio com outras modalidades está a ser “extremamente” bom.

Nas provas da ginástica, vamos só nós. Estamos sempre mais dentro da nossa bolha e estamos aqui a ver outros desportos. Estou agora a ver padel neste momento, não conhecia”, reconheceu.

Entusiasmadas com a participação nos Jogos do Mediterrâneo, as ginastas portuguesas estão cientes de que há uma maior atenção à sua modalidade após a prestação de Filipa Martins nos Jogos Olímpicos Paris-2024.

Deu visibilidade ao desporto, sem dúvida. Tivemos bastantes mais entradas nos clubes, pelo menos no nosso clube houve mais gente a entrar e no clube onde ela treinava (Acro Clube da Maia). Se as pessoas estão com mais expectativas agora, não sei. Espero que não”, disse a tímida Mafalda Costa, de 21 anos.

Há dois anos, Filipa Martins fez história ao tornar-se na primeira portuguesa a qualificar-se para uma final olímpica na ginástica artística, sendo 20.ª no ‘all around’.

A jovem do Sport Club do Porto, que está integrada no Projeto Olímpico do Comité Olímpico de Portugal, contou que a única ginasta portuguesa a ter um elemento (nas barras assimétricas) batizado com o seu nome – o ‘Martins’ – ainda visita as antigas colegas quando vem a Portugal.

Ainda vamos falando, sim. Ela para aí há um mês ainda foi ao nosso ginásio, dar-nos um beijinho. Ela, normalmente, quando está em Portugal, faz isso”, revelou.

Ao seu lado, Joana Reis interrompe para confessar que tem vergonha de abordar a três vezes olímpica, que agora vive na Suíça, mas nem hesita quando a Lusa lhe pergunta se gostava de ter uma carreira como a de Martins.

“Fazer metade já era bom”, concluiu a jovem de 17 anos, sendo prontamente apoiada por Costa: “Subscrevo as palavras da Joana”.


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